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Anthropic aponta usos do Claude em armas, espionagem e golpes; confira

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Relatório da Anthropic cita casos de uso da inteligência artificial em operações militares, ataques digitais, vigilância e aplicativos de namoro  |   BNews SP - Divulgação Foto: Magnific
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 12/09/2026, às 13h46



A Anthropic informou ter identificado contas que usaram o Claude em atividades relacionadas a armas, espionagem eletrônica, vigilância e fraudes. Os casos foram reunidos em um relatório divulgado na quinta-feira (10) e publicados pela Reuters.

Entre os episódios citados pela empresa estão operações atribuídas a usuários na China, Rússia, Irã e Mali. A Anthropic afirma ter bloqueado contas envolvidas em algumas dessas atividades.

Na área militar, um usuário na China teria usado o Claude para desenvolver um software ligado à guerra eletrônica e à supressão de defesas aéreas. O projeto incluía a simulação de 12 alvos em Taiwan, entre radares, baterias de mísseis e bases militares. A empresa afirmou que a conta tinha ligação com a Academia de Ciências Militares do Exército Popular de Libertação.

Outro caso citado envolve um sistema antitorpedo para a Marinha chinesa. Segundo a Anthropic, o Claude foi usado na elaboração de especificações e de um software de controle.

Casos também envolvem espionagem

A empresa relatou ainda o uso do Claude em ataques digitais contra organizações. Um grupo que, segundo a Anthropic, seria formado por operadores de língua chinesa teria utilizado a ferramenta em operações contra cerca de 50 organizações, incluindo redes governamentais estrangeiras.

No Irã, a Anthropic disse ter identificado e banido 16 contas associadas a duas unidades ligadas a estruturas paramilitares e de segurança interna. Uma delas teria usado o Claude para desenvolver uma extensão de navegador capaz de coletar informações de usuários de redes sociais.

No Mali, a ferramenta teria sido usada em uma plataforma de vigilância criada para o serviço de inteligência estatal. De acordo com a empresa, o sistema conseguia monitorar dados associados a cerca de 25 milhões de cartões SIM das três operadoras de telefonia do país.

Golpes usaram perfis criados por IA

O relatório também cita uma operação sediada na China que teria criado mais de 20 aplicativos de namoro, com mais de 4.700 personas de inteligência artificial.

Segundo a Anthropic, esses perfis interagiram com pelo menos 25 mil usuários. A operação combinava personagens criados por IA e trabalhadores pagos para fazer as contas parecerem reais.

A empresa também identificou casos envolvendo pesquisa sobre armas biológicas, desenvolvimento de drones e compra de componentes com possíveis aplicações militares. Em um dos episódios relacionados a mísseis, a Anthropic afirmou que não encontrou evidências de uma arma operacional.

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