Política

Anvisa determina apreensão de suplemento Rejuvita e suspende produtos de outra fabricante

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Medidas atingem itens comercializados como suplementos alimentares após identificação de irregularidades sanitárias  |   BNews SP - Divulgação Foto: Magnific/awesomecontent
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 29/05/2026, às 06h00



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira (28) duas medidas que resultam na retirada de circulação de suplementos alimentares considerados irregulares. As determinações incluem a apreensão do produto Rejuvita 30 ml e a suspensão de diversos itens fabricados pela empresa Mayben Pharmaceutical Ltda.

No caso do Rejuvita 30 ml, a agência determinou a apreensão do produto, além da proibição da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso em todo o território nacional.

Segundo a Anvisa, o suplemento apresentava alegações que não são permitidas para essa categoria de produto, incluindo promessas relacionadas ao combate ao envelhecimento e à renovação da pele.

Agência identificou informações consideradas enganosas

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De acordo com a fiscalização, o produto era divulgado com afirmações que poderiam induzir consumidores a erro sobre seus efeitos e características.

A agência também apontou irregularidades em informações relacionadas à regularização sanitária e à identificação do fabricante.

Outro ponto destacado pela Anvisa foi a divulgação de mensagens que indicavam aprovação do produto pelo órgão regulador, informação considerada inadequada diante da situação identificada durante a análise.

Por esse motivo, a agência determinou a retirada imediata do item do mercado.

Empresa teve todos os suplementos suspensos

Em uma segunda medida, a Anvisa determinou o recolhimento de todos os suplementos alimentares produzidos pela Mayben Pharmaceutical Ltda.

Entre os produtos atingidos pela decisão estão os suplementos Lactben, Lactulose Nativida, Calcioben D, Calcioben e Aqualev.

Além do recolhimento, a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e utilização desses produtos foram suspensas em todo o país.

Fiscalização encontrou falhas graves

A decisão foi tomada após uma inspeção sanitária realizada entre os dias 25 e 26 de abril identificar uma série de irregularidades nas instalações da empresa.

Segundo a Anvisa, foram constatados problemas relacionados às condições de higiene, controle de temperatura e umidade, conservação de equipamentos e rastreabilidade dos produtos.

A fiscalização também encontrou matérias-primas vencidas, falhas nos processos produtivos, mistura inadequada entre linhas de fabricação e embalagens consideradas impróprias para utilização.

Além disso, foram identificadas inadequações em estruturas destinadas à higienização e monitoramento das atividades industriais.

De acordo com a agência, as irregularidades comprometem as exigências previstas nas Boas Práticas de Fabricação e podem afetar a qualidade e a segurança dos produtos destinados ao consumo.

Orientação aos consumidores

A Anvisa recomenda que consumidores interrompam o uso dos produtos atingidos pelas medidas e acompanhem as orientações divulgadas pelos canais oficiais da agência.

Casos de reações adversas ou suspeitas de irregularidades podem ser comunicados aos órgãos de vigilância sanitária.

Classificação Indicativa: Livre

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