Política

Anvisa proíbe repelentes Above e Repellere após reprovação em teste de eficácia

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Três lotes foram interditados preventivamente após análises apontarem resultados insatisfatórios na concentração do princípio ativo DEET  |   BNews SP - Divulgação Foto: Pexels/Ravi Kant
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 04/08/2026, às 07h00



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar de três repelentes de insetos das marcas Above e Repellere após análises laboratoriais apontarem irregularidades na concentração do princípio ativo responsável pela proteção contra insetos. A medida foi publicada nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da União (DOU).

Segundo a agência, os produtos apresentaram resultados insatisfatórios em ensaios realizados pelo Instituto Adolfo Lutz (Lacen-SP), responsável pelas análises que embasaram a decisão.

Três lotes foram interditados

Foto: Reprodução/Divulgação
Foto: Reprodução/Divulgação

A medida atinge exclusivamente os seguintes produtos e lotes:

  • Repelente com Filtro Solar FPS 30 Above Protec – lote 189952;
  • Above Protect Repelente de Insetos – lote 205688;
  • Repellere Repelente de Insetos Aerossol – lote 2601001449.

Com a decisão, esses lotes não podem ser fabricados, comercializados nem utilizados enquanto durar a interdição.

Teste apontou falhas no princípio ativo

De acordo com a Anvisa, os repelentes foram reprovados em ensaios que avaliaram a concentração de DEET, substância utilizada para afastar mosquitos, carrapatos e outros insetos.

O ingrediente atua dificultando que esses insetos identifiquem o odor da pele humana, reduzindo o risco de picadas quando presente nas concentrações adequadas.

Segundo a agência, os resultados obtidos nos testes ficaram abaixo do esperado, motivando a adoção da medida preventiva.

Interdição é temporária

A Anvisa informou que a interdição cautelar tem caráter preventivo e poderá permanecer em vigor por até 90 dias, conforme previsto na legislação sanitária.

Durante esse período, a fabricação, comercialização e uso dos lotes interditados permanecem suspensos, enquanto são concluídas as investigações e verificado se os produtos atendem aos requisitos exigidos pelas normas sanitárias brasileiras.

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