Política
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 21/10/2026, às 06h38
Os ônibus da Transwolff, que atende a zona sul de São Paulo, circulam normalmente na manhã desta quarta-feira (21). Após uma greve realizada na segunda-feira (19), funcionários da empresa ameaçaram interromper novamente as atividades nesta manhã, em protesto contra a demissão de três trabalhadores. A nova paralisação, no entanto, não ocorreu. As linhas da companhia transportam mais de 260 mil passageiros.
Na noite de terça-feira (20), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), classificou a possibilidade de uma nova paralisação como criminosa e de “cunho claramente político”, em vídeo publicado nas redes sociais.
A ameaça de paralisação ocorreu após a demissão de três funcionários que teriam liderado a manifestação da última segunda-feira. Na ocasião, os trabalhadores cobraram a regularização dos depósitos do INSS e do FGTS, além da implementação de um plano de saúde. Segundo a SPTrans, as medidas estão em processo de regularização.
De acordo com o Metropoles, a gestão municipal informou que o plano de saúde está em fase de licitação para contratação de um fornecedor. Sobre o INSS e o FGTS, a prefeitura afirmou que os depósitos estão sendo realizados integralmente pela SPTrans, em juízo, e aguardam deliberação do Judiciário.
A administração municipal também informou que os funcionários que deixaram de trabalhar durante a manifestação terão o dia descontado do pagamento.
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) declarou que não foi comunicado sobre uma eventual paralisação dos funcionários da Transwolff.
A Prefeitura de São Paulo assumiu a administração das linhas vinculadas à Transwolff em abril de 2024, após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontar suspeitas de ligação entre a empresa e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Desde então, a contratação de uma nova operadora para substituir a atual estrutura de gestão municipal ainda não avançou para a publicação do edital de licitação.
Segundo o Metrópoles, a prefeitura já elaborou a minuta do edital, que está sob análise do Tribunal de Contas do Município (TCM) desde meados deste ano.
Em nota, o tribunal informou que emitiu um relatório preliminar sobre a licitação em 21 de julho, com apontamentos sobre a necessidade de ajustes na minuta. A SPTrans encaminhou as respostas às solicitações em 25 de setembro.
O TCM acrescentou que o processo segue em análise pela auditoria e não há determinação de suspensão da licitação.
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