Política
por Andrezza Souza
Publicado em 02/06/2026, às 19h15
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição da comercialização de medicamentos à base de tirzepatida que não possuem autorização para venda no Brasil. A medida foi publicada nesta terça-feira (2) e também inclui a suspensão da produção da substância por uma empresa de manipulação.
Segundo a agência, as ações foram adotadas após a identificação de irregularidades envolvendo produtos comercializados sem registro sanitário e medicamentos manipulados fora das regras estabelecidas pela legislação.
Entre os medicamentos atingidos pela decisão estão todos os lotes do produto Rapha (Tirzepatide/Pyroxidine), comercializado em apresentações de 30 mg, 40 mg e 60 mg.
De acordo com a Anvisa, o produto não possui registro, notificação ou cadastro junto ao órgão regulador e seria fabricado por uma empresa não identificada nos Estados Unidos.
A agência também determinou a apreensão de todos os lotes dos medicamentos Tirzepatide There e Tirzemax, igualmente produzidos por fabricantes não identificados e sem autorização para comercialização no país.
Com a decisão, ficam proibidos o armazenamento, a importação, a distribuição, a venda, a fabricação e a divulgação desses produtos.
Além das apreensões, a Anvisa suspendeu toda a produção de tirzepatida realizada pela Phito Medicamentos Injetáveis Ltda.
Segundo a fiscalização, foi comprovada a venda de produtos manipulados de forma padronizada, sem individualização para cada paciente e sem a apresentação de prescrição médica emitida por profissional habilitado.
A agência informou que a prática está em desacordo com as regras aplicadas às preparações magistrais, que devem ser produzidas de maneira personalizada e mediante receita médica.
A tirzepatida é uma substância utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e que ganhou popularidade nos últimos anos devido aos seus efeitos relacionados à perda de peso.
Por isso, a Anvisa reforça que medicamentos contendo a substância devem ser adquiridos apenas por canais autorizados e com acompanhamento médico.
Segundo o órgão, produtos sem registro sanitário não passaram pelas avaliações necessárias para comprovar qualidade, segurança e eficácia.
As determinações constam na Resolução nº 2.238/2026, publicada no Diário Oficial da União.
A Anvisa orienta consumidores e profissionais de saúde a verificarem a regularidade dos medicamentos antes da aquisição ou utilização, especialmente em casos envolvendo substâncias de alta procura, como a tirzepatida.
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