Política
por Andrezza Souza
Publicado em 02/06/2026, às 08h00
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a ampliação das indicações terapêuticas do medicamento Tevimbra® (tislelizumabe), utilizado no tratamento de câncer de pulmão. A medida foi publicada nesta segunda-feira (1º) no Diário Oficial da União e passa a permitir o uso do medicamento em novos grupos de pacientes.
Com a decisão, o tratamento poderá ser utilizado em combinações específicas para casos de câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP), considerado o tipo mais frequente da doença.
Segundo a Anvisa, o Tevimbra® foi aprovado para uso em combinação com carboplatina e paclitaxel ou nab-paclitaxel como tratamento de primeira linha para adultos com câncer de pulmão de células não pequenas do tipo escamoso.
A indicação abrange pacientes com doença localmente avançada que não podem ser submetidos à cirurgia ou à quimiorradioterapia baseada em platina, além daqueles com câncer metastático.
A agência reguladora também autorizou o uso do medicamento em combinação com pemetrexede e quimioterapia à base de platina para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas do tipo não escamoso.
Nesse grupo, a indicação contempla pacientes com tumores que apresentem expressão de PD-L1 em pelo menos 50% das células tumorais e que não possuam mutações positivas dos genes EGFR ou ALK.
Assim como na primeira indicação, a autorização vale para casos localmente avançados sem possibilidade de cirurgia ou quimiorradioterapia e para pacientes com doença metastática.
O câncer de pulmão de células não pequenas é responsável pela maior parte dos diagnósticos de câncer pulmonar.
Mesmo quando identificado em estágios que permitem a remoção cirúrgica do tumor, esse tipo de câncer ainda apresenta índices significativos de recorrência e mortalidade, o que reforça a busca por novas opções terapêuticas.
A ampliação das indicações do Tevimbra® foi oficializada por meio da Resolução nº 2.162/2026, publicada no Diário Oficial da União.
Com a nova autorização, médicos passam a ter mais alternativas para definir estratégias de tratamento em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas, especialmente nos casos mais avançados da doença.
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