Política
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 07/11/2026, às 12h01
O aumento de casos graves de Covid-19 em São Paulo acendeu o alerta das autoridades de saúde. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam crescimento das notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com reflexos no número de internações hospitalares.
Até 31 de outubro, o estado de São Paulo havia confirmado 1.328 casos de SRAG associados à Covid-19. Desse total, 429 pacientes precisaram de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em decorrência de complicações da doença.
A nova edição do boletim InfoGripe, da Fiocruz, identificou aumento de casos graves de infecções respiratórias provocadas por diferentes agentes, entre eles o coronavírus (SARS-CoV-2), o metapneumovírus e o rinovírus.
Além de São Paulo, a circulação da Covid-19 apresenta crescimento em Mato Grosso do Sul, que registra os maiores níveis de incidência, além do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal.
O levantamento também aponta expansão de casos de metapneumovírus em capitais e municípios das regiões Sudeste, Sul e Nordeste, ampliando a preocupação com a demanda por atendimento nos serviços de saúde.
Os dados epidemiológicos das últimas oito semanas mostram que crianças pequenas e idosos estão entre os grupos mais afetados pelas infecções respiratórias graves.
Entre as crianças de até dois anos, há maior incidência de SRAG. Nessa faixa etária, o rinovírus, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o metapneumovírus estão entre os principais agentes associados aos quadros graves. O rinovírus também apresenta maior relação com os óbitos infantis nesse grupo.
Já entre pessoas com 65 anos ou mais, os índices de letalidade e mortalidade por SRAG são mais elevados. A Covid-19 representa um risco adicional para essa população, especialmente em casos de complicações que agravam condições de saúde preexistentes.
Diante do aumento das infecções respiratórias e das internações, a Secretaria da Saúde de São Paulo reforça a importância de medidas preventivas para reduzir a transmissão dos vírus.
Entre as principais orientações estão lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel, cobrir a boca e o nariz com o antebraço ao tossir ou espirrar e evitar contato com outras pessoas ao apresentar sintomas gripais.
O isolamento enquanto houver sintomas também é recomendado para diminuir o risco de transmissão, especialmente para pessoas dos grupos mais vulneráveis.
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