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Conta de luz deve ficar mais cara em SP no final de semana; veja o reajuste

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O aumento foi autorizado pela Aneel e deve ser aplicado de forma proporcional na conta do próximo mês dos municípios atendidos pela Enel  |   BNews SP - Divulgação Foto: Magnific
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 02/07/2026, às 16h15



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste tarifário anual da concessionária Enel Distribuição São Paulo.

A correção estabelece um aumento médio geral de 10,18% nas contas de luz e entrará em vigor a partir deste sábado (4).

O índice revisado será aplicado diretamente na próxima fatura de aproximadamente 9 milhões de unidades consumidoras atendidas pela empresa.

A área de cobertura abrange 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital paulista, de acordo com o g1.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Índices por categoria de consumo

Os impactos do reajuste nas contas mensais variam conforme a modalidade de fornecimento de energia elétrica estipulada no contrato com a distribuidora.

Para os consumidores atendidos em baixa tensão, categoria que engloba residências, comércios e pequenas indústrias, a tarifa terá uma elevação média de 8,97%.

Já os clientes ligados à alta tensão, como indústrias de grande porte e grandes empresas, terão um aumento de 15%.

Fatores que encareceram a conta de luz

De acordo com a relatora do processo na Aneel, Agnes da Costa, a maior parte da alta decorre de custos que não permanecem com a distribuidora, sendo resultado de uma atualização das chamadas Parcelas A e B.

Os componentes financeiros foram os principais responsáveis pela pressão no índice, adicionando 4,03 pontos percentuais ao aumento deste ano.

Desse montante, o impacto mais expressivo veio da Conta de Compensação de Valores da Parcela A (CVA), que acrescentou sozinha 6,29 pontos percentuais para mitigar as diferenças entre os custos estimados e os valores efetivamente gastos pela empresa.

Outros fatores também pesaram no cálculo final aprovado pela agência reguladora.

Os custos de transmissão contribuíram com 1,34 ponto percentual, refletindo diretamente o aumento da Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST), das receitas anuais permitidas e da ampliação da demanda contratada.

Além disso, os encargos setoriais somaram 1,03 ponto percentual ao reajuste, impulsionados pela elevação da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e dos encargos de segurança do sistema, enquanto os custos puros de energia equivaleram a 0,97 ponto percentual.

Classificação Indicativa: Livre

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