Política
por Gabriela Pessanha
Publicado em 07/06/2026, às 08h00
A 30ª edição da Parada LGBT+ de São Paulo será realizada neste domingo (7) com 60% de redução no investimento dos patrocinadores. O reflexo deverá ser observado na movimentação econômica da manifestação.
O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), Nelson Matias Pereira, afirmou à Agência Brasil que os cortes de investimento afetaram a organização da Parada e ações sociais e culturais da associação.
Eu sei que é um ano difícil, é um ano em que a gente vai ter Copa, é um ano político, mas essa redução já vem se desenhando há um tempo.
Dias antes do evento, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeira votação o Projeto de Lei nº 50/2025, do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que prevê a proibição de menores de 18 anos em eventos que “façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+, especialmente a Parada do Orgulho LGBTQIA+”.
A determinação reforça que a proibição de crianças e adolescentes na manifestação independe da presença dos pais ou responsáveis no local.
O texto também prevê a transferência de manifestações que abordem a temática LGBT+ para espaços privados, com controle de entrada e proibição de ocupação de vias públicas.
As determinações do PL interferem diretamente na organização e funcionamento da Parada no formato em que ela foi realizada nos últimos 30 anos.
Em 2026, a Parada LGBT+ tem como tema o poder da mobilização popular com o tema "A rua convoca. A urna confirma". A concentração começa às 10h na Avenida Paulista.
Em 2025, a previsão da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) indicava que a 29ª Parada LGBT+ iria movimentar R$ 548,5 milhões. Na ocasião, o valor representava aumento de 16% em relação à edição de 2024.
Este ano, o cenário é oposto. Segundo o g1, a ACSP divulgou que a arrecadação neste ano deverá reduzir 15%.
O volume esperado pela Associação Comercial é de R$ 466,2 milhões e considera gastos com bares, restaurantes, hotéis, turismo, transporte, comércio informal e venda de acessórios.
Para a ACSP, a redução está ligada diretamente à perda de patrocinadores.
Em suas redes sociais, o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) divulgou um vídeo em que lista as empresas que deixaram de patrocinar a manifestação em 2026.
Nós por nós. pic.twitter.com/hZYleczC7k
— Guilherme Cortez (@cortezpsol) June 5, 2026
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