Política
por Andrezza Souza
Publicado em 18/07/2026, às 18h00
A doação de sangue é um ato voluntário que pode beneficiar até quatro pessoas. O procedimento é utilizado no tratamento de pacientes submetidos a cirurgias, transplantes, tratamento contra o câncer, acidentes e doenças que exigem transfusões. Em São Paulo, os estoques dos tipos sanguíneos AB-, B-, O- e O+ estão em estado crítico, segundo a Fundação Pró-Sangue.
Para garantir a segurança de doadores e pacientes, a coleta segue critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Antes da doação, todos os candidatos passam por uma entrevista clínica e uma avaliação de saúde.
Podem doar sangue pessoas com idade entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha ocorrido antes dos 60 anos. Menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis.
Também é necessário:
Homens podem realizar até quatro doações por ano, com intervalo mínimo de dois meses entre elas. Já as mulheres podem doar três vezes ao ano, respeitando um intervalo de três meses.
Algumas situações impedem a doação temporariamente. Entre elas estão sintomas de gripe ou febre, gravidez, consumo de bebida alcoólica nas 12 horas anteriores, vacinação recente, realização de tatuagens, micropigmentação ou colocação de piercing, além de cirurgias, procedimentos odontológicos, exames invasivos e viagens para regiões com transmissão de malária.
Pessoas diagnosticadas recentemente com covid-19 ou outras doenças infecciosas também precisam cumprir um período de recuperação antes de realizar a doação.
Além disso, o uso de determinados medicamentos pode exigir uma avaliação individual durante a triagem.
Há situações em que a doação não é permitida de forma permanente. Entre elas estão o diagnóstico de HIV, hepatites B ou C contraídas após os 11 anos de idade, doença de Chagas e histórico de uso de drogas ilícitas injetáveis, além de outras condições previstas na legislação sanitária.
Após o cadastro e a aprovação na triagem clínica, o candidato realiza um exame para verificar os níveis de hemoglobina. Se estiver apto, é feita a coleta de aproximadamente 450 mililitros de sangue, procedimento que costuma durar entre cinco e dez minutos.
Depois da doação, o voluntário permanece em observação por alguns minutos e recebe um lanche antes de deixar o hemocentro.
As bolsas coletadas passam por exames laboratoriais antes de serem liberadas para uso. O sangue é separado em diferentes hemocomponentes, como hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado, permitindo que uma única doação beneficie mais de um paciente.
Após a coleta, a recomendação é permanecer no local por cerca de 15 minutos, manter o curativo por pelo menos quatro horas, ingerir bastante líquido ao longo do dia e evitar esforço físico intenso nas 12 horas seguintes.
Também é indicado não consumir bebidas alcoólicas nesse período, evitar fumar nas duas horas após a doação e não dirigir motocicletas ou operar máquinas caso haja sensação de mal-estar.
Se o doador apresentar febre ou receber diagnóstico de alguma infecção nos dias seguintes, deve comunicar o hemocentro para que a bolsa coletada seja reavaliada.
A Fundação Pró-Sangue mantém postos de coleta na capital e na Região Metropolitana, incluindo unidades em São Paulo, Guarulhos, Osasco e Barueri. O atendimento é realizado mediante agendamento prévio, feito pela internet.
A relação de hemocentros em funcionamento no estado também pode ser consultada pelo aplicativo Poupatempo, disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS.
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