Política

Moraes rejeita pedido para Bolsonaro receber visita de Javier Milei

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Ministro manteve restrições impostas ao ex-presidente, que está proibido de receber visitas por 30 dias, com exceção de profissionais autorizados  |   BNews SP - Divulgação Foto: Montagem Bnews São Paulo/Reprodução/Vídeo
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 18/07/2026, às 12h15



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para autorizar uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei, durante o período em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

A solicitação previa que o encontro ocorresse em 25 de julho, mas foi rejeitada em razão das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que incluem a proibição de receber visitas por 30 dias. Pela decisão, apenas médicos, fisioterapeutas e advogados podem ter acesso à residência.

Restrições foram ampliadas

As restrições foram determinadas por Moraes após a divulgação de uma carta escrita por Bolsonaro, lida em público pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o ministro, o conteúdo do texto tinha caráter político e eleitoral.

A defesa do ex-presidente argumentou que Bolsonaro não sabia que a carta seria divulgada nas redes sociais. No entanto, Moraes rejeitou a justificativa e manteve as medidas impostas.

Milei participará de evento do PL

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Javier Milei tem viagem prevista ao Brasil para participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL), onde deverá manifestar apoio ao lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

A comitiva do presidente argentino deve contar com o ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, a secretária-geral da Presidência, Karina Milei, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.

Decisão impede encontros políticos

Com a manutenção da proibição de visitas, Jair Bolsonaro permanece impedido de receber lideranças políticas durante o período estabelecido pelo STF.

A decisão também impede encontros relacionados à articulação política e eleitoral enquanto estiverem em vigor as medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

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