Política
por Marcela Guimarães
Publicado em 08/05/2026, às 11h55
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou na última quinta-feira (7) que pretende reunir aliados antes de decidir quem irá compor sua chapa nas eleições de outubro.
Segundo ele, os ex-ministros Márcio França (PSB), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), além da deputada federal Tabata Amaral (Rede-SP), estão entre os nomes cotados para disputar ao seu lado.
A declaração foi dada após Haddad confirmar que a empresária do agronegócio Teka Vendramini (PDT), ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), não pretende disputar as eleições.
Segundo o petista, ela demonstrou resistência em colocar o nome nas urnas, apesar de ter sinalizado apoio político à candidatura.
Haddad afirmou que pretende voltar a conversar com Marina, Tebet e França assim que houver oportunidade.
Segundo ele, o encontro ainda não aconteceu porque Marina segue atuando na Câmara dos Deputados e participando de votações em Brasília.
Na semana passada, o ex-ministro já havia declarado que gostaria de ter uma mulher como candidata a vice-governadora, porém evitou afirmar que sua chapa terá maioria feminina.
Haddad ainda disse que haverá mais mulheres representadas do que na composição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Do outro lado, Tarcísio já definiu os nomes da chapa para a reeleição. O atual vice-governador, Felício Ramuth (MDB), continuará como vice, enquanto Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), presidente da Alesp, disputarão as vagas ao Senado.
Durante a entrevista, Haddad também criticou a relação entre o governo estadual e o governo federal nos últimos anos.
O petista atacou Tarcísio por ter se posicionado contra a PEC da Segurança Pública proposta pelo Ministério da Justiça. Para Haddad, a falta de cooperação entre estados e governo federal dificulta o combate ao crime organizado.
Haddad também voltou a afirmar que a facção criminosa Comando Vermelho (CV) expandiu atuação em São Paulo durante a atual gestão estadual, crítica que já vinha repetindo recentemente em entrevistas e publicações nas redes sociais.
*Com informações do Metrópoles
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