Política
por Andrezza Souza
Publicado em 31/05/2026, às 07h00
Participantes com transtornos de ansiedade, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e fibromialgia poderão solicitar atendimento especializado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. A ampliação foi anunciada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e passa a integrar as possibilidades previstas no edital do exame.
Com a mudança, candidatos que apresentem essas condições poderão pedir recursos específicos para realizar a prova, desde que apresentem documentação comprobatória, como laudos médicos.
Uma das novidades é a possibilidade de contar com um acompanhante autorizado em situações que envolvam crises de ansiedade ou outras condições que exijam apoio durante a aplicação do exame. O acompanhante permanecerá em uma sala reservada e monitorada e poderá prestar suporte ao participante quando necessário.
Além das novas inclusões, o Enem mantém uma estrutura de atendimento voltada a pessoas com deficiência, transtornos, condições específicas de saúde, gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar.
Entre os recursos disponíveis estão provas ampliadas e superampliadas, videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras), leitores de tela, auxílio ledor, tradutores-intérpretes de Libras, leitura labial, auxílio para transcrição das respostas, mobiliário acessível, salas adaptadas e tempo adicional de uma hora para realização do exame.
O edital também prevê calculadora para participantes com discalculia e espaços específicos para lactantes e estudantes internados em unidades hospitalares.
Os dados do Inep mostram que a demanda por atendimento especializado vem aumentando nos últimos anos.
Em 2022, o Enem registrou 30.856 participantes com atendimento diferenciado. Em 2025, esse número chegou a 89.770 candidatos, crescimento de 191% em três anos.
Somente na última edição, cerca de 165 mil recursos de acessibilidade foram utilizados para atender mais de 116 mil participantes que solicitaram atendimento especializado.
Segundo o Inep, a ampliação faz parte da política de acessibilidade desenvolvida para o exame. Um dos marcos ocorreu em 2020, quando o Enem passou a permitir pela primeira vez a redação em Braille para participantes cegos ou com baixa visão.
Principal porta de entrada para o ensino superior no país, o Enem é utilizado em programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além de servir como critério de ingresso em instituições portuguesas conveniadas.
Com as novas medidas, o Inep busca ampliar as condições de participação e garantir maior acessibilidade para candidatos com diferentes necessidades durante a realização das provas.
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