Política
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 15/10/2026, às 09h03
Estudantes participaram de uma manifestação em apoio ao senador Flávio Bolsonaro no Mackenzie, em São Paulo, nesta quarta-feira (14). Durante o ato, os participantes entoaram a frase “A nossa bandeira jamais será vermelha”, slogan historicamente associado a mobilizações contrárias à esquerda e ao comunismo no Brasil.
A manifestação contou com a presença do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP), que participaram da mobilização ao lado dos estudantes. O ato ocorreu em meio à intensificação das disputas políticas no país e à polarização entre grupos ligados à direita e à esquerda.
Ao longo da manifestação, os participantes repetiram o slogan, utilizado por setores conservadores para expressar oposição a pautas e movimentos identificados com a esquerda política. A frase faz referência às cores da bandeira brasileira e costuma ser empregada em atos que defendem posições contrárias ao comunismo e ao avanço de partidos de esquerda.
A manifestação reuniu estudantes de direita ocorreu em resposta a um ato de alunos de esquerda em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado no mesmo local na semana anterior. A mobilização bolsonarista também ocorreu após manifestações pró-Lula registradas na terça-feira (13) em Brasília, São Paulo e pelo menos outras nove capitais brasileiras.
A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) participou do encontro e afirmou que, embora “nada esteja ganho”, a presença de estudantes demonstrava apoio dos jovens à candidatura de Flávio Bolsonaro e uma posição de liderança na disputa contra Lula. Durante o discurso, ela também declarou que sua eleição comprovaria que “a mulher não precisa ser feminista”.
O deputado federal eleito Lucas Pavanato, por sua vez, apresentou Campopiano como “uma mulher que não aceita a coleira do feminismo”. Além do ato no Mackenzie, apoiadores da direita bolsonarista convocaram uma nova manifestação para este domingo (18), na avenida Paulista, com previsão de participação de Flávio Bolsonaro.
A mobilização ocorreu apesar de uma decisão da reitoria do Mackenzie, anunciada em 6 de outubro, que proibiu manifestações partidárias no campus de Higienópolis. A medida foi adotada após a instituição tomar conhecimento, pelas redes sociais, de eventos convocados sem autorização prévia.
Em comunicado, a reitoria informou que decidiu não permitir atos partidários nas dependências da universidade com o objetivo de preservar a segurança e o bem-estar da comunidade acadêmica.
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