Política

EUA restringem entrada de viajantes após avanço do ebola

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Medidas foram adotadas após aumento da preocupação internacional com novo surto e reforçam monitoramento em aeroportos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Magnific
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 18/05/2026, às 20h58 - Atualizado às 20h59



Os Estados Unidos anunciaram novas restrições para viajantes vindos de regiões afetadas pelo avanço do ebola na África, ampliando medidas de prevenção após o crescimento das preocupações envolvendo um novo surto da doença na República Democrática do Congo.

A decisão ocorre dias após autoridades internacionais elevarem o nível de alerta e intensificarem ações para tentar impedir a disseminação do vírus para outros países.

As medidas incluem a suspensão temporária da entrada de determinados viajantes que passaram recentemente pela República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul. Além disso, o governo americano também determinou reforço em triagens, monitoramento de passageiros e protocolos de identificação em aeroportos.

Segundo autoridades de saúde, a estratégia busca reduzir riscos durante o período de incubação do vírus, que pode permitir deslocamentos antes do surgimento dos sintomas.

Caso envolvendo americano ampliou atenção das autoridades

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O anúncio das restrições ocorreu no mesmo dia em que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) confirmaram um caso de ebola envolvendo um profissional dos Estados Unidos que atuava em uma organização missionária no Congo. O paciente apresentou sintomas recentemente e será encaminhado à Alemanha, onde receberá tratamento especializado.

Outras pessoas que tiveram contato considerado de risco com o profissional também passaram a ser monitoradas.

Segundo autoridades americanas, apesar da ampliação das medidas preventivas, o risco imediato para a população dos EUA continua sendo considerado baixo. Ainda assim, hospitais e equipes de vigilância epidemiológica passaram a operar em estado de atenção reforçada.

Variante preocupa especialistas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o avanço da doença como emergência internacional de saúde pública após o aumento de casos registrados na região africana. O atual surto é provocado pela variante Bundibugyo, considerada menos comum e para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos específicos aprovados.

Autoridades internacionais investigam centenas de casos suspeitos e dezenas de mortes potencialmente relacionadas ao surto.

Casos também foram confirmados em países vizinhos, ampliando a preocupação sobre uma possível expansão regional da doença. Especialistas alertam que atrasos na identificação inicial do vírus podem ter contribuído para acelerar a propagação dos registros atuais.

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