Política
por Bernardo Rego
Publicado em 30/07/2026, às 14h32
O ex-auditor fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-SP), Paulo Sérgio Siqueira do Prado, conhecido como "PP", fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) no processo que investiga um esquema bilionário de pagamento de propinas de empresas dentro da Sefaz-SP. As informações são do G1.
De acordo com o MP, PP é ligado aos auditores Artur Gomes da Silva Neto - o 'rei Artur' e Alberto Toshio Murakami - apelidado de "americano" - investigados no esquema ligado às empresas Ultrafarma e Fastshop. Eles são apontados como mentor e operador do esquema que fraudava créditos de pagamento antecipado do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em São Paulo. Artur Gomes da Silva Neto está preso e Alberto Murakami está foragido.
Ainda conforme o MP, o grupo investigado atuava em áreas estratégicas da pasta, em troca de pagamentos milionários. Eles aceleravam a antecipação de créditos tributários supostamente inflados em benefício de grandes empresas dos setores varejista e atacadista.
A expectativa dos promotores é que Paulo Sérgio Siqueira do Prado ajude a promotoria a desvendar a participação de cada um dos 40 servidores públicos da Sefaz-SP que são investigados nas três operações que desmontaram o esquema dentro da pasta nessa gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Artur Gomes da Silva Neto, o ‘King: apontado como um dos mentores da organização criminosa, responsável por articular a distribuição de processos administrativos entre auditores para favorecer empresas em troca de propina. Foi preso temporariamente na Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025.
Segundo a denúncia do MP-SP, Artur teria recebido R$ 383,6 milhões em propinas como um dos principais líderes do esquema de fraudes envolvendo créditos de ICMS.
Alberto Toshio Murakami, o ‘americano’: auditor fiscal aposentado e um dos principais investigados no MP-SP. Ele atuava na Delegacia Regional Tributária III (Butantã), onde analisava pedidos de ressarcimento de ICMS empresas como a Ultrafarma. O MP-SP afirma que ele emitia pareceres favoráveis para acelerar a liberação dos créditos em troca de propina.
Desde agosto de 2025, ele é considerado foragido da Justiça.
Paulo Sérgio Siqueira do Prado, o ‘PP’: é ex-delegado tributário da Receita Estadual
Durante a carreira, ocupou cargos estratégicos, como inspetor fiscal da Delegacia Regional Tributária da Capital e substituto da chefia da Delegacia Regional Tributária da Capital II. Aposentou-se em 2024. Ele é investigado por suposta participação no esquema de corrupção apurado nas operações Ícaro, Mágico de Oz e Fisco Paralelo.
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