Política

Fim da exclusividade do Ozempic deve baratear semaglutida no Brasil

Foto: Edilson Dantas / O Globo
Com a expiração da patente, novas versões da semaglutida, como Ozempic e Wegovy, entram no mercado brasileiro, prometendo preços mais acessíveis  |   BNews SP - Divulgação Foto: Edilson Dantas / O Globo
Érica Sena

por Érica Sena

[email protected]

Publicado em 20/03/2026, às 13h01



O fim da patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, abre caminho para a entrada de novas versões no mercado brasileiro.

Desenvolvida pela farmacêutica Novo Nordisk, a substância teve exclusividade de comercialização por cerca de 20 anos, período que agora se encerra, permitindo que outros laboratórios produzam alternativas, como citado pelo O Globo.

A mudança deve impactar diretamente o bolso dos consumidores. Com o aumento da concorrência, a expectativa é de redução significativa nos preços, embora os valores exatos ainda não tenham sido definidos.

Aprovação e chegada ao mercado

Mesmo com o fim da patente, as novas versões da semaglutida ainda precisam passar pela análise da Anvisa, que avalia critérios de qualidade, segurança e eficácia. O processo também verifica se os medicamentos são equivalentes ao produto original.

Antes mesmo do término da exclusividade, diversas farmacêuticas já haviam submetido seus pedidos à agência reguladora. O Ministério da Saúde, inclusive, solicitou prioridade na análise desses registros, com o objetivo de ampliar o acesso ao tratamento no país.

Quanto deve custar a semaglutida

Embora ainda não haja preços oficiais, especialistas apontam que os novos medicamentos devem seguir o padrão observado em genéricos e similares no Brasil. A redução pode variar entre 15% e 60% em relação aos valores atuais, dependendo da categoria do produto.

ozempic
Foto: Reprodução/O Globo

Pela legislação brasileira, medicamentos genéricos precisam ser pelo menos 35% mais baratos que o de referência. Na prática, dados da PróGenéricos indicam que essa diferença pode chegar a cerca de 60%.

Já os medicamentos similares, que também possuem eficácia comprovada, mas podem ter marca e estratégias de marketing próprias, costumam apresentar redução menor, em torno de 15%.

Impacto no acesso ao tratamento

A expectativa é de que a chegada dessas novas versões amplie o acesso a tratamentos para doenças como diabetes tipo 2 e obesidade. Com preços mais baixos, mais pacientes poderão iniciar ou manter o uso da semaglutida, considerada uma das principais terapias disponíveis atualmente.

Especialistas destacam que, apesar das diferenças de preço e apresentação, tanto genéricos quanto similares passam por rigorosos processos de validação e oferecem a mesma eficácia e segurança do medicamento original.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp