Política
por Andrezza Souza
Publicado em 02/06/2026, às 19h50
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a comentar nesta terça-feira (2) a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos importados do Brasil. Em vídeos publicados em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que pediu diretamente ao presidente americano, Donald Trump, que empresas brasileiras não fossem alvo da medida e anunciou que pretende encaminhar uma carta formal ao governo norte-americano.
Segundo Flávio, o pedido foi feito durante reuniões realizadas recentemente com Trump, com o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio. De acordo com o senador, ele defendeu que as empresas brasileiras não deveriam sofrer uma nova taxação e destacou setores como tecnologia, produção de etanol e agronegócio.
"Eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras", declarou. O parlamentar afirmou ainda que, em sua avaliação, o Brasil possui setores estratégicos que devem ser valorizados e que uma relação comercial equilibrada entre os dois países seria mais vantajosa para ambas as partes.
Ver essa foto no Instagram
Nos vídeos, Flávio também atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a deterioração das relações entre Brasília e Washington. Segundo ele, o governo brasileiro teria perdido a confiança da administração americana por adotar posições que classificou como contrárias aos interesses dos Estados Unidos.
O senador criticou ainda declarações de Lula sobre temas internacionais e afirmou que o Brasil não deveria escolher entre Estados Unidos e China, mas manter diálogo e relações comerciais com ambos os países.
Flávio também relacionou a proposta tarifária ao que chamou de postura "antiamericana" do governo federal. Para ele, o aumento das tarifas seria consequência do desgaste diplomático entre os dois países.
Ver essa foto no Instagram
Em outra publicação, o senador também abordou temas ligados à segurança pública. Flávio destacou o anúncio do governo americano que classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas e afirmou que a medida abre espaço para uma cooperação internacional mais ampla no combate ao crime organizado.
Durante a gravação, o parlamentar voltou a se apresentar como pré-candidato à Presidência da República e afirmou que, caso seja eleito em 2026, pretende ampliar a parceria com os Estados Unidos em ações de combate às facções criminosas.
Flávio declarou ainda que o Brasil poderia integrar iniciativas internacionais voltadas ao enfrentamento do crime organizado e defendeu uma aproximação maior com países das Américas nessa área.
Ao final da manifestação, o senador reiterou que enviará uma carta ao governo americano pedindo que a proposta de tarifação não avance. Apesar disso, afirmou que considera ser responsabilidade do presidente Lula liderar as negociações diplomáticas para evitar possíveis impactos às empresas brasileiras.
A proposta de tarifa ainda passará por consultas públicas e audiências nos Estados Unidos antes de uma eventual decisão definitiva.
Classificação Indicativa: Livre
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso
Imperdível