Política
por Marina do Val
Publicado em 24/08/2026, às 13h54
Teve início nesta segunda-feira (24) a Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.
Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a força-tarefa conta com 342 postos oficiais de atendimento espalhados por todas as unidades da federação para receber parentes que buscam respostas sobre entes queridos.
A partir das amostras coletadas, o material é cruzado continuamente com bancos estaduais e nacionais, comparando o perfil dos familiares com o de pessoas encontradas sem identificação, vivas ou mortas.
O procedimento é simples, rápido, indolor e totalmente gratuito, sendo realizado por órgãos periciais oficiais. A amostragem é feita com um cotonete na parte interna da bochecha, sem qualquer necessidade de extração de sangue ou procedimento invasivo.
Além das unidades espalhadas pelas Secretarias de Segurança Pública nos estados, o Ministério da Justiça e Segurança Pública também disponibilizou um ponto de coleta no Palácio da Justiça, na sede do ministério em Brasília.
Para aumentar a precisão do cruzamento genético no sistema, a orientação dos peritos é priorizar parentes de primeiro grau. A sequência recomendada de doação começa pelos pais biológicos, seguidos por filhos biológicos com o outro genitor e, por fim, irmãos biológicos.
Caso não seja possível seguir essa ordem, outros familiares podem procurar os postos para avaliação pericial. Crianças também podem doar material genético, desde que estejam acompanhadas por um responsável legal.
Aqueles que já cadastraram o DNA em mobilizações anteriores não precisam repetir o procedimento.
Para realizar o atendimento, o familiar deve comparecer ao posto com um documento de identificação oficial com foto e ter em mãos as informações do boletim de ocorrência sobre o desaparecimento.
O governo recomenda levar uma cópia do registro, embora a apresentação do papel não seja obrigatória. Caso a família ainda não tenha registrado o boletim de ocorrência, é necessário procurar uma delegacia de polícia para formalizar o caso antes ou no momento de orientar a busca.
A doação de DNA pode ser realizada em qualquer posto de atendimento do país, mesmo que o desaparecimento tenha ocorrido em outro estado, bastando informar o local do registro aos profissionais presentes.
Além disso, não há prazo limite para a coleta, que pode ser feita a qualquer momento, independentemente de quanto tempo a pessoa esteja desaparecida.
Quando uma compatibilidade é confirmada pelo banco de dados, um laudo oficial é enviado à delegacia responsável pelo caso, que fica encarregada de entrar em contato com os parentes para dar as devidas orientações e direcionamentos.
Os endereços completos dos postos de atendimento podem ser consultados no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
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