Política

Greve na USP: estudantes paralisam atividades por tempo indeterminado

Foto: Giovanna Accioli
Greve ocorre em apoio aos funcionários da USP, que também paralisaram as atividades em busca de reajuste salarial e benefícios  |   BNews SP - Divulgação Foto: Giovanna Accioli
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 16/04/2026, às 12h52



Os estudantes do campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP) decidiram aderir à greve dos funcionários e paralisar as atividades por tempo indeterminado.

A decisão foi tomada em assembleia geral realizada na última quarta-feira (15), no vão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme.

A partir da deliberação, cada instituto passará a realizar assembleias próprias para decidir se acompanha ou não o movimento.

Alguns cursos já aprovaram a paralisação, como Química, Arquitetura e Urbanismo, Design, História e o Instituto de Geociências (IGC-USP).

Outras unidades ainda devem discutir o tema nos próximos dias.

Universidade de São Paulo (USP)
Foto: Divulgação/Universidade de São Paulo (USP)

Mobilização prévia

Antes da decisão, os alunos já haviam realizado uma paralisação na terça-feira (14), em apoio às reivindicações e à greve dos funcionários, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp).

No total, 105 cursos de diferentes campi (incluindo Butantã, Zona Leste, Largo de São Francisco, Quadrilátero da Saúde e unidades do interior) aderiram ao ato.

Como forma de protesto, estudantes montaram piquetes em prédios acadêmicos, usando mesas, cadeiras e outros objetos para bloquear o acesso às salas de aula.

Reivindicações da greve

As principais demandas dos estudantes incluem melhorias nas condições dos bandejões e o fim da privatização, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe) para o equivalente a um salário mínimo paulista, melhora das políticas de permanência estudantil, defesa dos espaços estudantis e isonomia entre docentes e funcionários.

Calendário de assembleias

As discussões continuam nos próximos dias em diferentes unidades:

16 de abril (quinta-feira)

  • Psicologia (Butantã)
  • Instituto de Matemática e Estatística (IME)
  • Instituto de Oceanografia (IO)
  • USP São Carlos
  • Letras
  • Escola Politécnica (Poli)
  • Geografia
  • Enfermagem
  • Ciências Sociais

17 de abril (sexta-feira)

  • Instituto de Relações Internacionais (IRI)
  • Farmácia (Butantã)
  • Biologia
  • Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional (FOFITO)
  • Escola de Comunicações e Artes (ECA)

A assembleia geral contou com estudantes de diversos cursos e aprovou, de forma unânime, a adesão à greve.

Classificação Indicativa: Livre

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