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Hipotireoidismo: médicos alertam para sintomas silenciosos e progressivos

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O hipotireoidismo afeta até 15% da população, principalmente mulheres acima de 45 anos, e apresenta sintomas que dificultam o diagnóstico  |   BNews SP - Divulgação Foto: Unplash
Érica Sena

por Érica Sena

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Publicado em 03/03/2026, às 15h01



O hipotireoidismo é o distúrbio mais comum da tireoide e ocorre quando há diminuição na produção dos hormônios responsáveis por regular o metabolismo. Estima-se que entre 2% e 15% da população conviva com a condição, que atinge sobretudo mulheres, especialmente após os 45 anos.

Por se desenvolver de forma lenta, a doença costuma apresentar sinais discretos e progressivos, o que dificulta o diagnóstico precoce, como citado pelo site Metrópoles.

Entre os sintomas mais relatados estão cansaço persistente, pensamento mais lento, ganho de peso e retenção de líquidos. Alterações de humor também são frequentes e podem ser confundidas com quadros emocionais isolados.

Principais sinais de alerta

Especialistas apontam que os sintomas podem variar de intensidade, mas os mais comuns incluem:

  • Depressão
  • Desaceleração dos batimentos cardíacos
  • Intestino preso
  • Menstruação irregular
  • Falhas de memória
  • Cansaço excessivo
  • Dores musculares
  • Pele seca
  • Queda de cabelo
  • Ganho de peso
  • Intolerância ao frio

A presença simultânea de vários desses sinais deve motivar a busca por avaliação médica e exames laboratoriais, especialmente a dosagem do TSH e dos hormônios tireoidianos.

Causa mais comum é autoimune

Segundo o endocrinologista Rafael Selbach Scheffel, coordenador do departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a principal causa do hipotireoidismo é a Tireoidite de Hashimoto.

A condição autoimune ocorre quando o organismo produz anticorpos contra enzimas da própria tireoide, provocando inflamação e redução da produção hormonal. Apesar de crônica, a doença tem tratamento simples, geralmente com reposição diária de hormônio sintético, que normaliza os níveis hormonais e controla os sintomas.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento regular são fundamentais para evitar complicações e garantir qualidade de vida ao paciente.

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