Política

ICMS sobre diesel: entenda o aumento que provocou embate entre Boulos e Tarcísio

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Reajuste do ICMS aprovado pelos estados começa em fevereiro de 2027 e elevou a alíquota do diesel em R$ 0,13 por litro  |   BNews SP - Divulgação Foto: Pexels
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 02/11/2026, às 19h00



O aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis provocou uma troca de acusações entre o ministro Guilherme Boulos (PSol) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A mudança foi aprovada pelos estados em 27 de outubro e começa a valer em 1º de fevereiro de 2027.

O reajuste atinge gasolina, diesel e gás de cozinha. No caso do diesel, a alíquota passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, uma alta de R$ 0,13, equivalente a 11,1%.

A atualização foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne representantes dos 26 estados e do Distrito Federal.

Quanto vai aumentar o imposto sobre combustíveis?

Além do diesel, a gasolina e o gás liquefeito de petróleo (GLP) também terão reajustes.

  • Diesel: passa de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, alta de R$ 0,13.
  • Gasolina: sobe de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, acréscimo de R$ 0,07.
  • Gás de cozinha: aumenta de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo. Em um botijão de 13 quilos, a diferença será de R$ 0,91.

A mudança ocorre em meio à pressão sobre os preços internacionais do petróleo e de seus derivados, influenciados pelos conflitos no Oriente Médio.

O aumento do imposto pode ser repassado aos consumidores, mas não significa que os preços nos postos terão exatamente a mesma variação. O valor final também depende dos custos de produção, transporte e distribuição, além das margens comerciais.

Por que Boulos e Tarcísio trocaram acusações?

A divergência começou após Boulos criticar o reajuste nas redes sociais, no domingo (1º). O ministro afirmou que o aumento do ICMS pode encarecer o diesel e afetar também os preços dos alimentos, já que boa parte do transporte de mercadorias ocorre por rodovias.

Boulos direcionou as críticas a Tarcísio e afirmou que o governador adotou um discurso contrário ao aumento de impostos durante a campanha eleitoral, mas apoiou o reajuste no Confaz.

O Palácio dos Bandeirantes reagiu e classificou a declaração como “lamentável”. Em nota, o governo paulista afirmou que a decisão foi tomada por unanimidade no conselho, inclusive com votos favoráveis de estados administrados pelo PT.

A equipe de Tarcísio também destacou que a regra aprovada vale para todo o país, sem distinção entre estados.

Boulos voltou a criticar o governador na rede social X. Para o ministro, a aprovação do reajuste contradiz as posições defendidas por Tarcísio durante a campanha eleitoral.

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