Política

Imóvel de luxo, viagens e repasses: entenda operação da PF contra Jaques Wagner

Foto: Reprodução/Instagram Jaques Wagner
A Polícia Federal investiga possíveis benefícios recebidos por Jaques Wagner em troca de apoio ao Banco Master no Congresso Nacional.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram Jaques Wagner
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 19/06/2026, às 06h55



A Polícia Federal apura uma série de possíveis benefícios que teriam sido recebidos pelo senador Jaques Wagner (PT BA) em troca de uma atuação política ligada aos interesses do Banco Master no Congresso Nacional.

As suspeitas foram apresentadas na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a 9ª fase da Operação Compliance Zero. A investigação faz parte de um inquérito sobre um suposto esquema bilionário envolvendo fraudes financeiras e corrupção.

Entre os itens analisados pelos investigadores estão um imóvel de alto padrão em Salvador, ingressos para shows da cantora Taylor Swift, viagens internacionais e transferências financeiras.

Segundo a PF, o ponto central da apuração envolve a relação entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex banqueiro ligado ao Banco Pleno e apontado como aliado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, conta o G1.

Foto: Reprodução/Instagram Jaques Wagner
Foto: Reprodução/Instagram Jaques Wagner

Imóvel, ingressos e viagens estão entre os alvos

De acordo com os investigadores, a compra de um apartamento de luxo em Salvador teria sido realizada pela empresa Epítome S.A., utilizando recursos associados a fundos ligados ao Master.

A PF afirma que Wagner teria enviado informações sobre o empreendimento a Augusto Lima, que teria acionado outro empresário para conduzir a aquisição. As tratativas sobre o imóvel teriam continuado mesmo após a primeira fase da operação.

A investigação também cita a compra de ingressos para uma apresentação de Taylor Swift em São Paulo, em 2023. Os bilhetes, avaliados em R$ 63.339, teriam sido adquiridos por orientação de Augusto Lima e destinados a familiares do senador.

Outro ponto mencionado é uma viagem à Ilha da Paixão, na Bahia. Segundo a PF, uma aeronave particular teria sido disponibilizada para levar Wagner e familiares ao local.

Repasses financeiros e suspeitas investigadas

A decisão também aborda uma transferência de R$ 3,5 milhões feita por uma empresa ligada ao grupo de Augusto Lima para uma companhia relacionada à família do senador. 

Segundo os documentos, a empresa beneficiada teria baixa capacidade operacional aparente, mas recebeu valores expressivos. A PF investiga se essas movimentações tinham relação com interesses do grupo financeiro.

Também foram apreendidos US$ 49 mil em espécie em um endereço ligado ao senador. Wagner afirmou que o valor seria proveniente de diárias e compras de moeda estrangeira feitas para viagens oficiais.

A operação analisa ainda uma possível atuação política em temas de interesse do banco, incluindo propostas relacionadas ao crédito consignado, ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e à negociação envolvendo o Banco Master e o BRB.

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