Política
por Bernardo Rego
Publicado em 21/08/2026, às 20h00
Uma decisão proferida pela 14ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou o bloqueio de R$ 105 mil destinados ao pagamento de valores atrasados da pensão alimentícia do filho do ex-goleiro Bruno Fernandes com Eliza Samudio, Bruninho Samudio.
O dinheiro passou a ser alvo de uma disputa judicial envolvendo uma empresa especializada na compra de créditos judiciais. A decisão foi assinada pelo desembargador Luiz Eduardo Cavalcanti no dia 13 de agosto. As informações são do portal Metrópoles.
O dinheiro é proveniente de uma indenização destinada ao ex-goleiro em um processo contra a Editora Record. O processo envolveu o uso indevido da imagem do ex-jogador em um livro. Após a condenação, a editora depositou o valor em juízo para cumprir a determinação judicial.
A transferência do dinheiro passou a ser questionada em virtude de uma dívida relacionada à pensão alimentícia de Bruninho Samudio.
Em 2025, a 31ª Vara Cível da Capital determinou que os valores devidos a título de pensão deveriam ter prioridade. Com isso, foi estabelecido que o dinheiro depositado no processo contra a Editora Record fosse encaminhado à 4ª Vara de Família do Méier, onde tramita a ação relacionada à pensão.
A pensão alimentícia possui tratamento prioritário na legislação justamente por estar relacionada à subsistência do beneficiário. No caso, a Justiça considerou que os valores acumulados em favor de Bruninho deveriam ser observados antes da destinação definitiva do crédito.
Bruninho era um bebê no ano de 2010 quando sua mãe, Eliza Samudio, desapareceu aos 25 anos. As investigações policiais que se seguiram e os julgamentos na Justiça apontaram o então goleiro titular do Flamengo, Bruno Fernandes, como idealizador do sequestro e morte de Eliza. Bruno foi condenado no ano de 2013 a uma pena de 22 anos e 3 meses de prisão pelo crime.
O ex-goleiro Bruno Fernandes foi preso novamente em maio deste ano, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, após passar cerca de dois meses foragido da Justiça.
Condenado pela morte da modelo Eliza Samudio, Bruno era considerado foragido desde o início de março, após descumprir regras impostas pela liberdade condicional.
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