Política
Para muitas famílias que convivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), atividades simples de lazer ainda representam um desafio.
Ambientes com som alto, luzes intensas e estímulos excessivos podem tornar a ida ao cinema uma experiência desconfortável.
Pensando nisso, o Governo de São Paulo sancionou uma lei que garante sessões de cinema adaptadas para crianças e adolescentes com autismo em todo o estado, de acordo com a Agência de SP.
A iniciativa parte do reconhecimento de que o acesso à cultura precisa ser inclusivo e respeitar diferentes necessidades sensoriais.
Mais do que entretenimento, o cinema também é um espaço de convivência social e pertencimento.
A nova legislação determina que todas as salas de cinema ofereçam, ao menos uma vez por mês, sessões com ajustes específicos para o público com TEA.
Nessas exibições, as luzes permanecem levemente acesas e o volume do som é reduzido, criando um ambiente mais previsível e confortável.
Outro ponto importante é a liberdade garantida às famílias. Durante as sessões adaptadas, o público pode entrar e sair da sala a qualquer momento, sem restrições ou constrangimentos.
As exibições também deverão ser identificadas com o símbolo mundial do espectro autista logo na entrada da sala.
Os cinemas terão até 60 dias para se adequar às novas regras. Um dos itens previstos inicialmente, a proibição de publicidade comercial antes dos filmes, acabou sendo vetado por questões jurídicas, já que esse tipo de regulamentação é de competência federal.
Ainda assim, o núcleo da proposta foi mantido, assegurando os ajustes sensoriais essenciais.
A medida se soma a outras ações do Governo do Estado voltadas às pessoas com autismo, como a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), a criação de salas de acomodação sensorial em estações de metrô e CPTM e a implantação de centros especializados para diagnóstico e acompanhamento multidisciplinar.
Ao garantir sessões de cinema adaptadas, São Paulo amplia o conceito de acessibilidade e reforça que inclusão vai além da estrutura física.
Trata-se de promover respeito, empatia e igualdade de oportunidades, permitindo que mais famílias vivenciem momentos de lazer com segurança, acolhimento e dignidade.
Classificação Indicativa: Livre