Política
por Andrezza Souza
Publicado em 01/10/2026, às 21h45
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o candidato Flávio Bolsonaro (PL) de “desqualificado” durante entrevista ao Flow Podcast nesta quinta-feira (1º). Ao comentar a disputa presidencial, Lula questionou a trajetória do adversário.
“Outra coisa é você imaginar, você disputar a Presidência da República com uma pessoa desqualificada, como o Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Na sequência, Lula disse que o senador “não tem passado, não tem presente e não tem futuro”. Também declarou que Flávio “nunca trabalhou na vida”.
Durante a conversa, o presidente afirmou que considera diferentes os confrontos eleitorais com políticos que, segundo ele, possuem trajetória na vida pública.
“Uma coisa é disputar com o Fernando Henrique Cardoso, disputar com o Zé Serra, disputar com o Maluf, como eu já disputei. Não tem nenhum problema, são gente da política”, disse.
Lula também mencionou que Flávio foi vereador aos 21 anos e afirmou que o senador construiu sua trajetória recebendo dinheiro público.
Segundo o presidente, uma disputa pela Presidência deveria envolver candidatos que tenham história e biografia na política.
“Quando você disputa com alguém que está qualificado para ser presidente da República, que tem uma história, que tem uma biografia, é uma coisa que vale a pena disputar”, declarou.
Durante a entrevista, Lula afirmou acreditar que vencerá a eleição presidencial ainda no primeiro turno.
“Eu, sinceramente, acho que vou ganhar as eleições no primeiro turno. Acho que essas eleições vão ser definidas domingo, se não for, paciência”, afirmou.
O presidente também questionou o que levaria um eleitor a votar em Flávio Bolsonaro. Na avaliação apresentada por Lula, o candidato do PL teria como principal força o posicionamento contrário ao PT, à esquerda e ao próprio presidente.
Ao falar sobre políticas sociais, Lula citou a ampliação do acesso ao ensino superior e afirmou que o número de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho passou de 4,8 milhões, em 2003, para 25,5 milhões atualmente.
O presidente disse ainda que pretende ampliar esse número para entre 60 milhões e 70 milhões de pessoas, associando a formação universitária ao aumento da produtividade e da competitividade do país.
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