Política

Lula defende escala 5x2: “Agora todo mundo vai trabalhar 5 por 2”

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Presidente Lula afirmou que pretende propor transporte público gratuito nos fins de semana e apontou emendas parlamentares como fonte de recursos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 19/10/2026, às 22h00



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a adoção da escala de trabalho cinco por dois e afirmou que pretende ampliar o tempo de descanso dos trabalhadores brasileiros. Em entrevista ao SBT nesta segunda-feira (19), ele também anunciou a intenção de enviar ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir transporte coletivo gratuito aos fins de semana.

“Agora todo mundo vai trabalhar 5 por 2”, declarou Lula ao defender a mudança na jornada. Segundo ele, a ampliação do descanso permitirá que os trabalhadores tenham mais tempo para cuidar dos filhos, visitar familiares e realizar atividades de lazer.

O presidente afirmou que a mudança precisa considerar as particularidades de cada categoria profissional. Para ele, hospitais, fábricas e outros setores têm rotinas diferentes, o que exige negociação sobre a organização dos horários.

Lula disse que o objetivo é melhorar as condições de vida dos trabalhadores sem comprometer a continuidade das atividades empresariais.

Transporte gratuito seria financiado por emendas

Durante a entrevista, Lula apresentou outra proposta relacionada ao aumento do tempo livre: oferecer transporte coletivo gratuito nos fins de semana.

A intenção, segundo o presidente, é permitir que as pessoas aproveitem os dias de descanso para visitar parentes e circular pelas cidades sem precisar pagar pelas passagens.

Questionado sobre a origem dos recursos, Lula apontou as emendas parlamentares. Ele citou cerca de R$ 60 bilhões destinados a esse mecanismo neste ano e afirmou que a proposta exigirá negociação com o Congresso Nacional.

O presidente demonstrou confiança de que será possível chegar a um acordo, embora tenha reconhecido que a discussão pode gerar resistência entre parlamentares.

Presidente rebate críticas de empresários

Lula também comentou a resistência de representantes do setor empresarial à redução da jornada. Ele afirmou que mudanças que ampliam direitos trabalhistas costumam enfrentar críticas e citou conquistas históricas, como o salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o décimo terceiro salário.

Na avaliação do presidente, a redução da jornada pode beneficiar especialmente as mulheres, que frequentemente acumulam o trabalho remunerado com as tarefas domésticas.

Ele defendeu que as negociações considerem as necessidades de cada atividade, conciliando o descanso dos trabalhadores com a manutenção das empresas.

Lula duvida de reversão da medida

Questionado sobre a possibilidade de o próximo Congresso alterar a regra da escala cinco por dois, Lula afirmou que mudanças podem ocorrer, mas disse duvidar de uma reversão.

O presidente argumentou que a proposta não representa apenas uma iniciativa do governo, mas uma reivindicação de trabalhadores que buscam ampliar o período de descanso semanal.

A implementação das medidas, porém, depende das regras aplicáveis e, no caso da proposta de transporte gratuito, da tramitação legislativa e da definição dos mecanismos de financiamento.

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