Política
A Marcha das Mulheres, realizada neste domingo (8), reuniu manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo, em um ato marcado por discursos, palavras de ordem e reivindicações por direitos, segurança e políticas públicas voltadas às mulheres.
Durante as falas no ato, organizadoras pediram o fim da escala de trabalho 6x1 e convocaram as participantes a seguirem mobilizadas nas ruas.
Segundo elas, o modelo de jornada compromete a qualidade de vida de trabalhadores e trabalhadoras e precisa ser revisto.
Outro ponto abordado foi a cobrança pela retomada do atendimento para aborto legal no Hospital Vila Nova Cachoeirinha, na capital paulista.
Em um dos discursos, uma das organizadoras afirmou que o serviço segue fechado, o que, segundo o movimento, coloca mulheres e meninas em situação de risco.
“Não reabriram o atendimento de aborto legal no Hospital Vila Nova Cachoeirinha, colocando em risco a vida das mulheres e das meninas”, afirmou uma das representantes do ato.
Durante o discurso, afirmou também que a mobilização também busca chamar atenção para a violência de gênero e para os casos de feminicídio registrados no país. “Seguimos em marcha para dizer basta de feminicídio, basta de violência no Brasil e no mundo”, disse.
Durante o pronunciamento, a organizadora disse que a marcha também é um ato contra o feminicídio e a violência no Brasil e no mundo.
No discurso, ela citou a solidariedade a mulheres em diferentes regiões, incluindo palestinas e mulheres do continente africano, afirmando que, em conflitos e crises, as mulheres estão entre as primeiras vítimas.
Em outro momento do ato, as organizadoras fizeram um alerta às participantes para que evitassem reagir a possíveis provocações ao longo da manifestação. A orientação foi para manter o caráter pacífico do evento.
Para dar suporte à mobilização, integrantes da organização estavam distribuídos ao longo da marcha usando coletes amarelos, auxiliando na orientação das participantes e ajudando na organização do ato.
O ato, que se concentrou em frente ao MASP, na Avenida Paulista, seguia com discursos e palavras de ordem, mas acabou sendo encerrado por questão de segurança após o início de uma forte chuva na região, no início da tarde deste domingo.
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