Política

Margem mínima: relembre as eleições presidenciais mais acirradas da história do Brasil

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Um panorama das disputas presidenciais mais acirradas no Brasil; veja os números, e entenda como uma diferença mínima pode mudar o país  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Agência Brasil
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 25/10/2026, às 10h10



A diferença percentual e o volume absoluto de votos entre os dois candidatos no segundo turno mostram como poucos milhões, e até milhares, de votos podem redefinir os rumos políticos do país.

Desde a redemocratização, o Brasil tem acompanhado disputas eleitorais cada vez mais intensas para a escolha do Presidente da República.

Eleição de 2022 

A eleição presidencial de 2022 assumiu o topo do ranking como a mais acirrada da história recente do país. 

No segundo turno realizado em 30 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o então presidente Jair Bolsonaro (PL) por uma margem estreita: Lula (PT) obteve 60.345.999 votos (50,90% dos votos válidos), enquanto Jair Bolsonaro (PL) registrou 58.206.354 votos (49,10% dos votos válidos).

Resultando em uma diferença de 2.139.645 votos (1,8 ponto porcentual). A disputa também ficou marcada por um feito histórico: Jair Bolsonaro tornou-se o primeiro presidente brasileiro a não conseguir a reeleição desde a promulgação da Emenda Constitucional da Reeleição em 1997.

Eleição de 2014 

Antes da votação de 2022, o recorde de menor distância percentual entre candidatos no segundo turno pertencia à eleição de 2014. 

Em 26 de outubro daquele ano, Dilma Rousseff (PT) garantiu a reeleição ao derrotar Aécio Neves (PSDB).

Dilma Rousseff (PT) alcançou 54.501.118 votos (51,64% dos votos válidos) e Aécio Neves (PSDB) somou 51.041.155 votos (48,36% dos votos válidos), com uma diferença de 3.459.963 votos (3,28 pontos percentuais). 

Apesar de a diferença em quantidade total de votos em 2014 ter sido superior à de 2022 (cerca de 1,3 milhão de votos a mais separando os candidatos), o percentual de 3,28% manteve a disputa na segunda colocação das mais apertadas do país.

O histórico dos outros segundos turnos no Brasil

Desde o retorno das eleições diretas para a Presidência em 1989, o Brasil passou por diversos cenários no segundo turno. 

Comparadas a 2014 e 2022, as demais disputas registraram margens de vitória bem mais amplas: em 1989, Fernando Collor de Mello (PRN) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 53,03% a 46,97% (diferença de 6,06 pontos).

Em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou José Serra (PSDB) por 61,27% a 38,73% (diferença de 22,54 pontos).

Já em 2006, Lula obteve a reeleição contra Geraldo Alckmin (PSDB) por 60,83% a 39,17% (diferença de 21,66 pontos); em 2010, Dilma Rousseff (PT) venceu José Serra (PSDB) por 56,05% a 43,95% (diferença de 12,1 pontos).

Por fim, em 2018, Jair Bolsonaro (PSL) elegeu-se ao derrotar Fernando Haddad (PT) por 55,13% a 44,87% (diferença de 10,26 pontos).

Classificação Indicativa: Livre

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