Política
A Prefeitura de São Paulo mantém, nos últimos anos, um programa de recapeamento de ruas e avenidas da capital.
Desde junho de 2022, mais de 1.700 trechos foram recuperados. Mesmo assim, os pedidos de tapa-buraco continuam em alta: foram quase 52 mil solicitações registradas no primeiro semestre deste ano, uma média de 287 por dia.
Além do alto volume, 38% das solicitações abertas no período ainda não haviam sido atendidas até o início de agosto.
O cenário mostra que o recapeamento, por mais que tenha reduzido parte dos problemas, ainda não conseguiu eliminar falhas recorrentes no pavimento da cidade.
Um exemplo é a Rua Vergueiro. Sarjetas ficaram rachadas por cerca de dois anos e meio. Depois de reparadas, voltaram a apresentar danos. Situações parecidas são observadas em outros pontos da via, que começou a passar por recapeamento no fim de 2023.
É apontado que problemas nas sarjetas podem contribuir diretamente para o surgimento e piora de danos no asfalto.
A estrutura é responsável por conduzir a água da chuva. Quando apresenta falhas, o líquido pode infiltrar no pavimento, diminuir a resistência da base e acelerar sua deterioração.
A Secretaria Municipal de Subprefeituras (SMSUB) afirma que o número de solicitações de tapa-buraco caiu 36% em dois anos, passando de 177,3 mil em 2023 para 113,1 mil em 2025.
Segundo a pasta, o índice está relacionado ao programa de recapeamento, que já recuperou 1.769 trechos desde 2022.
A Prefeitura ressalta, porém, que a quantidade de solicitações não representa necessariamente o número de problemas pendentes, já que um mesmo ponto pode gerar vários chamados.
A administração municipal informa ainda que o tempo médio de atendimento é de seis dias. Entre janeiro e julho deste ano, foram realizados 126.144 reparos, média superior a 500 buracos tapados diariamente.
Sobre a existência de pedidos de reparo em ruas que passaram por recapeamento, a SMSUB explica que as obras são executadas por trechos. Dessa forma, uma mesma via pode ter segmentos novos e outros que ainda não foram recuperados.
Quando um problema aparece em uma área recém-recapeada, a empresa responsável pela obra pode ser acionada por meio da garantia contratual de cinco anos, sem custo adicional para o município.
A Secretaria também afirma que nem todos os danos no asfalto ou nas sarjetas estão relacionados à qualidade do recapeamento.
Segundo a pasta, intervenções de concessionárias, problemas de drenagem e rompimentos de redes subterrâneas também podem provocar deterioração do pavimento. Nesses casos, os responsáveis são acionados para realizar os reparos necessários.
*Com apuração do portal Metrópoles
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