Política

MP investiga Eduarda Campopiano por invadir sindicato e jogar pés de galinha em professores

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Caso teve início após ocorrência registrada em janeiro, quando grupo ligado à Eduarda Campopiano invadiu sede de sindicato em São Paulo  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/X
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 08/10/2026, às 14h00



A deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL) é investigada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por suspeita de violação de domicílio e agressão durante uma manifestação realizada na sede da APEOESP, sindicato dos professores da rede pública estadual.

O caso aconteceu em janeiro, antes da eleição de Campopiano para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Segundo o registro policial, Eduarda participou do ato ao lado de outras 14 pessoas, entre elas o vereador Kleber Ribeiro (PL).

De acordo com o jornal Extra, o grupo entrou na sede central da entidade, localizada na Praça da República, no centro da capital, para protestar contra o reajuste do piso nacional do magistério.

Manifestação terminou em confusão

A manifestação ocorreu em 14 de janeiro de 2026. Segundo o boletim de ocorrência, o grupo entrou no prédio da APEOESP com o objetivo de realizar o protesto, mas a situação teria se agravado durante o ato.

Testemunhas relataram que os manifestantes passaram a gritar palavras de ordem e expressões consideradas agressivas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Supremo Tribunal Federal (STF) e partidos políticos.

A discussão envolveu funcionários e professores que estavam na sede do sindicato.

De acordo com o registro policial, a situação evoluiu para um confronto verbal e, posteriormente, para o arremesso de objetos contra pessoas que estavam no local.

Segundo o boletim, pés de frango foram jogados contra funcionários da APEOESP, provocando tumulto e constrangimento e gerando risco à integridade física dos presentes.

“Durante o ato, intensificou-se a hostilidade dos indivíduos que arremessaram objetos (notadamente pés de frango) contra funcionários do local, causando tumulto, constrangimento e risco à integridade física dos presentes”, diz o registro.

Caso foi registrado na Polícia Civil

A ocorrência foi registrada na 3ª Delegacia de Polícia (DP), em Campos Elíseos, na região central de São Paulo.

O caso é tratado como possível violação de domicílio, além de envolver a apuração das agressões relatadas durante a manifestação.

O Ministério Público passou a analisar o episódio e, segundo as informações do processo, Eduarda e outros envolvidos são investigados pelas circunstâncias da entrada no sindicato e pela confusão ocorrida durante o protesto.

Na época do episódio, Eduarda ainda não ocupava cargo eletivo. Ela foi eleita deputada estadual nas eleições de 2026 e se tornou uma das candidatas mais votadas do estado.

Protesto era contra reajuste do piso dos professores

A manifestação tinha como alvo o reajuste do piso nacional do magistério, que ainda não havia sido oficialmente definido naquele momento.

Eduarda participou do ato acompanhada de integrantes de seu grupo político, incluindo Kleber Ribeiro, vereador e também integrante do PL.

A investigação deverá analisar a participação individual de cada pessoa envolvida no episódio e as circunstâncias em que os objetos foram arremessados contra funcionários e professores.

O caso ainda está em tramitação e as acusações deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis antes de qualquer eventual responsabilização criminal.

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