Política
O número de motoristas flagrados avançando o sinal vermelho cresceu de forma expressiva na cidade de São Paulo. Entre janeiro e novembro de 2025, foram mais de 144 mil infrações registradas por radares, um aumento de 52,3% em comparação com o mesmo período de 2024, quando o total ficou próximo de 98 mil casos.
Considerada infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro, a prática rende sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e multa de R$ 293,47, como citado pelo site Metrópoles.
Em média, os equipamentos de fiscalização registraram uma ocorrência a cada três minutos ao longo do período analisado.
Além dos radares, as autuações feitas por agentes de trânsito também aumentaram. Nesse tipo de fiscalização, os registros subiram de cerca de 68 mil para mais de 83 mil infrações, o que representa alta de 23,4%.
As motocicletas, frequentemente associadas a esse tipo de infração, aparecem com peso relevante nas estatísticas. Elas correspondem a 21,8% dos flagrantes feitos por radares e a 30,1% das autuações manuais. Especialistas apontam que limitações técnicas dificultam uma fiscalização mais eficiente sobre esse tipo de veículo.
Outro dado que chama atenção é o horário das infrações. Cerca de 41% dos casos acontecem durante a madrugada, entre meia-noite e 5h59, período em que o fluxo é menor, mas os radares continuam operando normalmente.
O cruzamento da Estrada das Lágrimas com a Rua Visconde de Magé, na região de Heliópolis, lidera o ranking de infrações, com mais de 5,7 mil registros no período analisado. Outros pontos com grande volume de autuações incluem vias importantes como as avenidas Jorge João Saad e Engenheiro Caetano Álvares.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, a queda registrada em 2024 está ligada à transição e adaptação dos contratos de fiscalização eletrônica. Já o aumento em 2025 reflete a normalização do sistema e a retomada plena da operação dos radares.
A gestão municipal afirma que o objetivo das ações é aumentar a segurança viária e reduzir acidentes, especialmente em regiões com grande circulação de pedestres e histórico de desrespeito à sinalização.
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