Política

“Não é cortar do pobre”, diz Lula sobre dívida pública

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Lula afirmou que o crescimento econômico ajuda a reduzir o déficit e defendeu crédito para pequenos empreendedores e aumento real do salário mínimo  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 15/10/2026, às 22h25



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o crescimento econômico como estratégia para reduzir o déficit público e afirmou que não pretende adotar medidas que penalizem a população de baixa renda. A declaração foi feita durante entrevista à Globo, ao ser questionado sobre o aumento da dívida pública e as críticas de economistas à condução da política fiscal.

“Porque é o único jeito de você fazer o déficit com relação à dívida diminuir é crescer a economia, não é cortar do pobre”, afirmou Lula.

Durante a conversa, o presidente reconheceu a importância do controle orçamentário e disse saber que a perda desse controle pode provocar consequências para o país. Ele também declarou que não deseja que a dívida pública continue crescendo.

Lula, porém, defendeu que o endividamento seja analisado conforme a finalidade dos recursos. Como exemplo, citou investimentos em ferrovias, hidrelétricas e portos, que, segundo ele, podem gerar ativos produtivos e receitas para o país.

Presidente aposta em microcrédito

Ao explicar sua visão econômica, Lula afirmou ter divergências com parte dos economistas e defendeu a distribuição de renda como forma de estimular a atividade econômica.

“Muito dinheiro na mão de poucos é pobreza e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza”, declarou.

O presidente citou o microcrédito, o microempreendedor individual (MEI) e o apoio aos pequenos empreendedores como iniciativas para ampliar a circulação de dinheiro. Segundo ele, o acesso a pequenos empréstimos permite que trabalhadores invistam em seus negócios e aumentem a renda.

Lula também afirmou que a concentração de recursos prejudica o desenvolvimento do país. Na entrevista, relacionou sua defesa da distribuição de renda ao combate à fome e lembrou que, quando voltou à Presidência, havia 33 milhões de pessoas passando fome, segundo os números mencionados por ele.

Lula promete preservar aumento real do salário mínimo

Ao falar sobre as medidas econômicas para um eventual novo mandato, o presidente afirmou que pretende evitar cortes de recursos destinados aos mais pobres.

“Eu estou propondo não gastar, não cortar dinheiro dos pobres”, disse.

Lula também criticou a possibilidade de o salário mínimo deixar de ter aumento acima da inflação. Segundo ele, sua proposta mantém a valorização real do piso nacional.

A entrevista ocorreu em meio a questionamentos sobre a trajetória da dívida pública e a necessidade de equilibrar as contas do governo. Lula defendeu a manutenção de políticas voltadas à renda e ao consumo, argumentando que o crescimento da economia pode contribuir para melhorar os indicadores fiscais.

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