Política

Nome de Haddad ao Senado embaralha estratégia da centro-direita em SP

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Possibilidade de Haddad disputar o Senado em 2026 preocupa aliados de Tarcísio, que já revisam suas estratégias eleitorais em São Paulo  |   BNews SP - Divulgação Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 05/02/2026, às 12h00



A possível candidatura de Fernando Haddad (PT) ao Senado por São Paulo em 2026 passou a mexer com os bastidores da política estadual, principalmente entre lideranças da centro-direita.

O cenário tem sido discutido por partidos que hoje fazem parte da base de apoio ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscará a reeleição.

Estratégia inicial

Entre aliados de Tarcísio, o plano original era garantir as duas vagas ao Senado que estarão em disputa.

A avaliação era que a força do grupo permitiria eleger dois nomes inseridos no meio conservador, mantendo o controle das cadeiras paulistas.

Fernando Haddad (PT)
Fernando Haddad (PT) (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Esse cálculo acabou passando por uma revisão. Fontes apontadas pela CNN Brasil relatam que a confiança em eleger dois candidatos do grupo “enfraqueceu”.

O motivo principal é a leitura de pesquisas internas que revelam um bom desempenho de Haddad, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo.

Haddad pode mudar o equilíbrio da disputa

Na avaliação de dirigentes, o ministro da Fazenda do governo Lula tem potencial para concentrar votos em partes estratégicas do estado, o que pode garantir sua eleição ao Senado e diminuir as chances da direita a apenas uma vaga disponível.

Hoje, a chapa mais provável do campo conservador teria Guilherme Derrite (PP), deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública, ao lado de um nome indicado pelo PL.

A definição desse segundo candidato, enfim, segue aberta e passa por disputas internas.

Eduardo Bolsonaro perde força

Apesar de ser citado como possível concorrente, Eduardo Bolsonaro (PL) não aparece como favorito à indicação.

O ex-deputado está morando nos Estados Unidos após não conseguir se reeleger para a Câmara e tem defendido publicamente o nome do deputado estadual Gil Diniz (PL) para a vaga.

Há meses, vem circulando entre os partidos um entendimento informal de que os nomes ao Senado seriam Guilherme Derrite e alguém escolhido diretamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse acordo sofre questionamentos.

Disputa por espaço

A insistência de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, em indicar o companheiro de chapa de Tarcísio na corrida pelo governo pode mudar o cenário atual.

Caso a vaga de vice (hoje ocupada pelo PSD de Gilberto Kassab) migre para o PL, fica aberta a possibilidade de que a “segunda candidatura” ao senado fique com o PSD, mudando completamente os planos.

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