Política
por Marcela Guimarães
Publicado em 05/02/2026, às 12h00
A possível candidatura de Fernando Haddad (PT) ao Senado por São Paulo em 2026 passou a mexer com os bastidores da política estadual, principalmente entre lideranças da centro-direita.
O cenário tem sido discutido por partidos que hoje fazem parte da base de apoio ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscará a reeleição.
Entre aliados de Tarcísio, o plano original era garantir as duas vagas ao Senado que estarão em disputa.
A avaliação era que a força do grupo permitiria eleger dois nomes inseridos no meio conservador, mantendo o controle das cadeiras paulistas.
Esse cálculo acabou passando por uma revisão. Fontes apontadas pela CNN Brasil relatam que a confiança em eleger dois candidatos do grupo “enfraqueceu”.
O motivo principal é a leitura de pesquisas internas que revelam um bom desempenho de Haddad, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo.
Na avaliação de dirigentes, o ministro da Fazenda do governo Lula tem potencial para concentrar votos em partes estratégicas do estado, o que pode garantir sua eleição ao Senado e diminuir as chances da direita a apenas uma vaga disponível.
Hoje, a chapa mais provável do campo conservador teria Guilherme Derrite (PP), deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública, ao lado de um nome indicado pelo PL.
A definição desse segundo candidato, enfim, segue aberta e passa por disputas internas.
Apesar de ser citado como possível concorrente, Eduardo Bolsonaro (PL) não aparece como favorito à indicação.
O ex-deputado está morando nos Estados Unidos após não conseguir se reeleger para a Câmara e tem defendido publicamente o nome do deputado estadual Gil Diniz (PL) para a vaga.
Há meses, vem circulando entre os partidos um entendimento informal de que os nomes ao Senado seriam Guilherme Derrite e alguém escolhido diretamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse acordo sofre questionamentos.
A insistência de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, em indicar o companheiro de chapa de Tarcísio na corrida pelo governo pode mudar o cenário atual.
Caso a vaga de vice (hoje ocupada pelo PSD de Gilberto Kassab) migre para o PL, fica aberta a possibilidade de que a “segunda candidatura” ao senado fique com o PSD, mudando completamente os planos.
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