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Nova descoberta da Nasa reforça estudos sobre passado de Marte

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Robô Perseverance encontrou alta concentração de carbono em rochas, mas cientistas descartam evidência de vida  |   BNews SP - Divulgação Foto: Pexels/Zelch Csaba
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 03/07/2026, às 08h00



O robô Perseverance, da Nasa, identificou uma concentração significativa de moléculas de carbono em rochas de Marte, descoberta que amplia as pesquisas sobre a possibilidade de o planeta ter abrigado condições favoráveis à vida no passado.

O material foi localizado na região conhecida como Bright Angel, durante uma missão de exploração do rover, que chegou ao planeta vermelho em fevereiro de 2021 com a missão de coletar e analisar amostras de solo e rochas.

Para identificar os compostos presentes, o Perseverance utilizou o instrumento Sherlock, que dispara um laser ultravioleta sobre as rochas e analisa a luz refletida.

Foi dessa forma que os cientistas detectaram o chamado carbono macromolecular, um elemento químico encontrado em moléculas ligadas à vida, como proteínas, gorduras, açúcares e DNA. Na Terra, esse tipo de carbono também está presente em materiais orgânicos fossilizados e no carvão.

Descoberta não confirma existência de vida

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Foto: Pexels/Zelch Csaba

Apesar da relevância do achado, os pesquisadores destacam que a presença desse carbono não comprova que houve vida em Marte.

Isso porque o composto também pode ser formado por processos naturais, como reações entre rochas e água ou impactos de meteoritos, sem qualquer participação de organismos vivos.

O estudo, publicado na revista científica Science Advances, trata a descoberta como um avanço importante por representar a maior concentração desse tipo de carbono já encontrada no planeta.

Região já despertava interesse científico

Os pesquisadores também chamam atenção para o fato de que o carbono foi encontrado em uma área onde já haviam sido identificadas estruturas geológicas compatíveis com possíveis atividades microbianas antigas.

Outro indício citado pelos cientistas é que o rover Curiosity, também da Nasa, já havia encontrado matéria orgânica em rochas da cratera Gale, localizada a cerca de 3.200 quilômetros da região explorada pelo Perseverance.

Com os resultados, a equipe avalia que compostos orgânicos podem ter sido relativamente comuns em Marte há bilhões de anos e que ambientes potencialmente habitáveis podem ter existido em diferentes regiões do planeta, e não apenas em um único local.

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