Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 03/07/2026, às 08h25 - Atualizado às 08h46
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (3), a Operação Exchange, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.
Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, alvo de sanções dos EUA na quarta-feira (1º) por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a PF, as investigações apontam que os suspeitos utilizavam um sistema estruturado para a movimentação de recursos, por meio de transferências ilícitas de criptoativos, transporte de valores, inclusive em espécie, operações bancárias de alto valor, repasses entre pessoas físicas e jurídicas e outras atividades financeiras.
A análise preliminar permitiu identificar movimentações superiores a R$ 10 bilhões.
Mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo/SP, em endereços localizados nas cidades de São Paulo/SP, Santos/SP, Praia Grande/SP e Santana de Parnaíba/SP.
Também foi determinado judicialmente o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de R$ 10,4 bilhões.
Todos os presos serão levados para a sede da PF em São Paulo.
O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, também alvo de sanções dos EUA, está entre os procurados pela PF, mas está foragido.
Shimada é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda. Ele também é sócio da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, empresa igualmente sancionada pelos EUA nesta quarta-feira (1).
Investigações ainda apontam que Stella Stefanie é suspeita de ser “intermediária para a coleta de grandes quantias em dinheiro” para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ela também é uma das pessoas sancionadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nessa quarta-feira (1).
Descrita como “parente” de Shimada, Stella seria responsável por “serviços logísticos essenciais” para a rede de lavagem de dinheiro.
O governo norte-americano também afirma que ela atuou como intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede. Ela não tem antecedentes criminais e nem responde a processos.
Ainda de acordo com a PF, as investigações prosseguem, e os envolvidos poderão, em tese, ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros delitos eventualmente identificados no curso da apuração
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