Política
por Andrezza Souza
Publicado em 25/05/2026, às 21h52
Manifestantes participaram, na noite desta segunda-feira (25/05), de um protesto na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, em defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada semanal de trabalho.
A concentração aconteceu em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o Masp, e reuniu representantes de sindicatos, movimentos sociais e trabalhadores de diferentes categorias profissionais.
Após o início do ato, os participantes seguiram em caminhada em direção à Praça Roosevelt, no centro da capital paulista.
Entre as principais reivindicações do protesto está o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador possui apenas um dia de folga por semana.
Os participantes também defendem a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
Durante os discursos realizados no ato, representantes sindicais afirmaram que a proposta busca ampliar o tempo disponível para descanso, convivência familiar, lazer e estudos.
O protesto contou ainda com a presença de integrantes de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e o Movimento dos Atingidos por Barragens.
A mobilização ocorre em meio às discussões sobre a proposta de emenda constitucional que prevê alterações nas regras da jornada de trabalho no país.
O texto propõe a redução da carga máxima semanal para 40 horas e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
A proposta também determina que a redução da jornada não poderá provocar diminuição nos salários dos trabalhadores.
Outro ponto previsto é a possibilidade de acordos coletivos para adaptação das escalas conforme as características de cada setor econômico.
Nos últimos meses, o debate sobre o modelo 6×1 ganhou repercussão nas redes sociais e passou a mobilizar trabalhadores, sindicatos e movimentos ligados à pauta trabalhista.
Defensores das mudanças afirmam que jornadas mais longas podem impactar qualidade de vida, saúde mental e tempo de descanso dos profissionais.
O tema segue em discussão no Congresso Nacional.
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