Política
O Túnel Imerso Santos–Guarujá promete revolucionar a mobilidade da Baixada Santista. Será o primeiro do tipo construído no Brasil, trazendo uma concepção multimodal que une inovação, rapidez e inclusão.
O projeto contará com três faixas de rolamento em cada sentido, sendo uma dedicada ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Além disso, haverá espaço exclusivo para pedestres, ciclistas e uma galeria de serviços, garantindo acessibilidade e integração de diferentes modais, segundo a Agência SP.
Atualmente, a ligação entre Santos e Guarujá depende das balsas, que levam em média 18 minutos por travessia, mas estão sujeitas a filas e interrupções. Outra alternativa é o deslocamento por estrada, que pode chegar a 1 hora em dias de maior movimento.
Com o túnel, o trajeto passará a ser concluído em até 5 minutos, beneficiando diretamente mais de 720 mil moradores e trabalhadores que circulam diariamente entre as duas cidades.
Mais rapidez, menos congestionamento e maior qualidade de vida: essa é a promessa do novo sistema de conexão.
A obra terá custo estimado de R$ 6,8 bilhões, com aporte público de até R$ 5,1 bilhões, dividido de forma equilibrada entre o Governo de São Paulo e a União. O contrato, válido por 30 anos, englobará a construção, a operação e a manutenção da estrutura.
O túnel terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros imersos no leito do canal portuário. A técnica empregada, que utiliza módulos de concreto pré-moldados instalados debaixo d’água, já é aplicada com sucesso em países da Europa e da Ásia, garantindo segurança e durabilidade.
Em agosto, o projeto obteve a licença ambiental prévia da Cetesb, documento essencial que reconhece os impactos positivos para o transporte sustentável e a integração urbana. Com isso, o leilão de concessão foi confirmado para 5 de setembro de 2025, às 16h, na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo). As propostas deverão ser entregues até o dia 1º do mesmo mês, às 10h.
Mais do que reduzir o tempo de deslocamento, o túnel deve estimular o turismo, fortalecer a economia regional e contribuir para a diminuição das emissões de poluentes, ao favorecer transportes coletivos e sustentáveis.
O Túnel Santos–Guarujá não será apenas uma obra de engenharia, mas um símbolo de transformação para toda a região.
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