Política
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), voltou a se posicionar de forma firme a favor da transformação da Guarda Civil Municipal (GCM) em Polícia Municipal, durante evento de entrega de novas viaturas à corporação.
No discurso, Nunes direcionou críticas ao deputado federal Capitão Augusto (PL-SP) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), que já se manifestaram contra a alteração.
Sem citar diretamente o parlamentar, Nunes se referiu a ele como “capitão não sei o quê” e sugeriu que a resistência de Augusto estaria, de certa forma, alinhada com interesses contrários à segurança pública.
“Quando ele fala da Polícia Municipal, está indiretamente defendendo criminalidade”, afirmou, provocando reação do público presente, que acompanhava a cerimônia de perto, segundo informações do Metrópoles.
O prefeito criticou ainda o STF, destacando que a Suprema Corte já barrara decisões locais, como a mudança do nome da GCM e a instalação de um muro na Cracolândia, alegando que tais medidas extrapolam a competência municipal.
Para Nunes, a decisão interfere na autonomia da cidade e na valorização da corporação. “O STF quer saber do muro, quer saber do nome. É preciso respeitar a função da Polícia Municipal e o trabalho que realizamos na cidade”, declarou.
A proposta de renomear a Guarda Civil Municipal para Polícia Municipal chegou a ser aprovada pela Câmara Municipal, mas acabou suspensa pela Justiça estadual e confirmada pelo STF, em decisão liminar do ministro Flávio Dino.
Segundo a corte, o nome tem relevância jurídica e delimita funções da corporação, mantendo coerência na estrutura organizacional do serviço público.
O episódio evidencia a tensão política em torno da segurança na capital paulista, com debates sobre autonomia municipal e limites legais de atuação de diferentes esferas do poder.
Nunes reforçou seu compromisso de fortalecer a Polícia Municipal e defendeu que a mudança de nome valoriza a corporação e amplia a percepção de autoridade e proximidade com a população.
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