Política
O Brasil enfrenta a segunda onda de calor do outono e de 2026, com temperaturas elevadas já registradas desde o início da segunda quinzena de abril.
De acordo com a Climatempo, o fenômeno deve se intensificar entre os dias 20 e 26, com possibilidade de se estender até o fim do mês, atingindo áreas de diferentes regiões do país, sobretudo no Sudeste e Centro-Oeste.
A previsão indica que o calor mais intenso deve se concentrar em áreas específicas, onde os termômetros podem marcar ao menos 5°C acima da média histórica para abril.
Entre os locais mais impactados estão o centro, norte e leste de Mato Grosso do Sul, o sul de Goiás, partes do sul e sudeste de Mato Grosso, além de áreas do Triângulo Mineiro e do interior de São Paulo e do Paraná. Nessas regiões, o calor deve ser mais persistente e intenso ao longo da semana.
Campo Grande aparece como a única capital brasileira dentro da área considerada oficialmente em onda de calor no período. Outras capitais, como Cuiabá, Goiânia e Brasília, também devem enfrentar temperaturas elevadas, embora abaixo dos critérios que definem o fenômeno.
Já cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba terão tardes quentes até o domingo (26), mas sem permanência suficiente de temperaturas elevadas para configurar uma onda de calor.
Além das altas temperaturas, a previsão aponta para baixa umidade do ar em diversas áreas afetadas. Em alguns dias, os índices podem ficar abaixo dos 30%, especialmente onde há menor chance de chuva.
Esse cenário aumenta o desconforto térmico e exige atenção com hidratação e exposição prolongada ao sol.
Outro fator observado é a elevação das temperaturas noturnas em determinadas regiões, reduzindo o alívio típico das madrugadas mais frescas e prolongando a sensação de calor ao longo do dia.
A tendência é que o aquecimento atípico continue sendo monitorado ao longo dos próximos dias. Existe a possibilidade de que a onda de calor se estenda até o final de abril, com alterações nas áreas afetadas, podendo tanto ampliar quanto reduzir sua abrangência.
Esse tipo de fenômeno está associado a bloqueios atmosféricos, formados por sistemas de alta pressão que dificultam a entrada de frentes frias e favorecem a permanência do ar quente sobre determinadas regiões. Embora possa ocorrer em qualquer época do ano, tende a ser mais intenso durante períodos naturalmente mais quentes.
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