Política

Parques escondidos de SP viram febre e registram recorde de público

Foto: Ciete Silvério/Prefeitura de São Paulo.
Crescimento acelerado de público revela nova relação dos paulistanos com a natureza, impulsionada por trilhas, programas guiados e infraestrutura  |   BNews SP - Divulgação Foto: Ciete Silvério/Prefeitura de São Paulo.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 27/03/2026, às 19h16



O interesse por áreas verdes dentro da capital paulista ganhou força nos últimos anos e transformou os parques naturais em destinos cada vez mais procurados.

Segundo dados da Prefeitura de São Paulo, a visitação a essas unidades cresceu cerca de 400% em cinco anos, refletindo uma mudança no comportamento dos moradores, que passaram a buscar mais contato com a natureza sem sair da cidade.

Em 2021, os parques naturais municipais receberam pouco mais de 11 mil visitantes. Já em 2025, esse número saltou para mais de 56 mil pessoas, estabelecendo um novo recorde.

O avanço está diretamente ligado à ampliação de estruturas voltadas ao ecoturismo e à preservação da Mata Atlântica em áreas urbanas.

Parque Natural Fazenda do Carmo. Foto: Ciete Silvério/Prefeitura de São Paulo.
Parque Natural Fazenda do Carmo. Foto: Ciete Silvério/Prefeitura de São Paulo.

Crescimento expressivo

Entre os destaques, o Parque Natural Municipal Fazenda do Carmo, na Zona Leste, lidera o aumento na procura. O local registrou, em 2025, um número de visitantes 33 vezes maior do que o observado em 2021.

Já unidades como Bororé e Jaceguava, no extremo Sul da capital, também apresentaram crescimento significativo, com público mais do que quintuplicado no período.

Esses parques fazem parte das chamadas Unidades de Conservação de Proteção Integral, áreas públicas voltadas à preservação ambiental, pesquisa científica e educação ecológica. Nesses espaços, o uso dos recursos naturais é indireto, priorizando a conservação dos ecossistemas originais.

Trilhas e educação ambiental

Para acompanhar o aumento da demanda, a cidade investiu em iniciativas que facilitam o acesso da população. Um dos principais exemplos é o programa “Vamos Trilhar”, criado em 2024. A ação oferece trilhas guiadas gratuitas, com foco tanto no lazer quanto na conscientização ambiental.

Desde sua criação, o programa já promoveu centenas de trilhas monitoradas, reunindo quase 53 mil participantes em cinco parques diferentes. As atividades são pensadas para públicos diversos, com percursos que vão do nível iniciante ao intermediário, permitindo a participação de famílias e grupos com diferentes níveis de preparo físico.

Além disso, os visitantes contam com suporte logístico, como transporte até os parques e kits com itens básicos, o que contribui para tornar a experiência mais acessível e segura.

Novos caminhos na cidade

Outra iniciativa que reforça o avanço do ecoturismo é a Trilha Interparques, considerada a maior trilha urbana da capital. Com 182 quilômetros de extensão, o percurso conecta diversas áreas protegidas da Zona Sul, incluindo parques naturais, represas e reservas privadas.

A sinalização ao longo do trajeto segue padrões nacionais, o que garante mais segurança para quem deseja explorar o caminho de forma independente. A proposta amplia as possibilidades de lazer ao ar livre e consolida São Paulo como um polo emergente de ecoturismo urbano.

Classificação Indicativa: Livre

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