Política

Partido Novo vai ao STF contra decisão de Dino que autorizou retorno de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF

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Partido Novo defende suspeição de Dino após ordem que suspendeu ação de Mendonça  |   BNews SP - Divulgação Tom Costa/MJSP
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 09/09/2026, às 16h00



Após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferir uma liminar e determinar que Andrei Rodrigues reassuma o cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e Leandro Almada ao cargo de diretor de Inteligência Policial, o partido Novo acionou o STF para que a decisão seja revista pelo presidente da Corte, Edson Fachin. 

O partido também vai apresentar um pedido de suspeição e impedimento de Dino no caso relacionado à decisão de Mendonça, além de um mandado de segurança contra o ato do ministro. As informações são da CNN.

Andrei foi afastado preventivamente do cargo por decisão do ministro André Mendonça com base em uma ação do partido. A sigla afirma que Dino precisa ser declarado suspeito porque a nomeação de Andrei para a direção-geral da PF se deu na gestão do ministro à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Dentre os pedidos feitos pelo partido está uma Reclamação Constitucional enviada ao ministro Mendonça, defendendo a "autoridade" dele em afastar Andrei. O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, classifica o novo capítulo da crise no STF como um imbróglio jurídico sem precedentes.

"Uma decisão de um ministro é contestada por meio de uma petição incidental, apresentada por quem não tinha legitimidade para recorrer, em outro processo, e acaba sendo revertida por outro ministro. E tudo isso sem que a sociedade possa sequer conhecer o conteúdo do pedido que deu origem à decisão", pontuou.

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