Política
por Andrezza Souza
Publicado em 18/08/2026, às 22h32
As eleições de 2026 têm 314 candidaturas registradas para o Senado Federal, segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado pelo g1. São 54 vagas em disputa, com uma média de 5,8 candidatos por cadeira.
O número representa uma redução de 16% em relação a 2018, quando 385 pessoas concorreram ao Senado. A comparação considera aquele pleito porque foi a eleição mais recente em que duas vagas estavam disponíveis por estado, assim como ocorre em 2026.
Entre os 29 partidos que lançaram candidatos neste ano, o Partido Liberal (PL) aparece com o maior número de nomes: são 33 candidaturas, cerca de uma em cada dez do total. Na sequência estão a Unidade Popular (UP), com 23, e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), com 21.
Em 2018, o PSOL havia liderado em número de candidatos ao Senado, com 23 nomes.
Apesar do aumento da participação de mulheres e candidatos negros em comparação com 2018, os homens continuam sendo maioria entre os concorrentes.
Dos 314 candidatos, 245 são homens, o equivalente a 78%, enquanto 69 são mulheres, ou 22%. A participação feminina cresceu três pontos percentuais desde 2018, quando elas representavam 19% das candidaturas ao Senado.
O percentual ainda fica abaixo da participação feminina considerando todos os cargos das eleições de 2026, na qual as mulheres representam 34,8% das candidaturas.
Na divisão por cor ou raça, 192 candidatos se declaram brancos, correspondendo a 61% do total. Pretos e pardos somam 117 nomes, ou 37%.
Em 2018, candidatos pretos e pardos representavam cerca de 32% das candidaturas ao Senado. Já a proporção de candidatos brancos caiu de 63% para 61% no período.
A idade média dos concorrentes também aumentou. Em 2026, é de 55 anos, um ano acima da registrada em 2018.
Os dados do TSE compilados pelo g1 mostram ainda um alto nível de escolaridade entre os candidatos ao Senado.
79% dos concorrentes declararam ter ensino superior completo, ante 76,6% em 2018. Outros 6,7% têm superior incompleto e 11,4% concluíram o ensino médio.
O levantamento aponta também que 62% dos candidatos são casados.
Outro dado que chama atenção está no patrimônio declarado. A média dos bens informados pelos candidatos passou de R$ 5,6 milhões em 2018 para R$ 9,5 milhões em 2026.
O aumento foi de aproximadamente R$ 3,8 milhões na média patrimonial, mesmo com a redução no número de candidatos ao cargo.
A quantidade de candidaturas também mudou entre as legendas que participaram das duas eleições.
Entre os 19 partidos que tiveram candidatos ao Senado tanto em 2018 quanto em 2026, o PSDB registrou a maior redução, passando de 25 nomes para oito, uma queda de 17 candidaturas.
A Rede teve 16 candidatos a menos, enquanto o PSOL reduziu sua lista em 15 nomes.
A comparação entre os partidos precisa considerar as mudanças no sistema partidário ao longo do período. Desde 2018, algumas siglas foram criadas, extintas ou incorporadas, enquanto outras não lançaram candidatos ao Senado neste ano.
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