Política

Pós-eleições 2026: Governo articula ações contra crimes políticos e coação no trabalho

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Medidas incluem força-tarefa e ações judiciais para combater assédio eleitoral e violência política após as eleições de 2026  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Agência Brasil
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 01/11/2026, às 10h25



O governo federal mobilizou uma série de ações para conter o assédio eleitoral no ambiente de trabalho e apurar episódios de violência política registrados no país após o segundo turno das Eleições 2026. 

As medidas envolvem a criação de uma força-tarefa interinstitucional, a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) com ações judiciais e o acionamento de corregedorias policiais para a investigação de crimes graves.

Combate ao assédio no trabalho

Após o pleito, multiplicaram-se nas redes sociais relatos de empregadores coagindo funcionários, com ameaças de demissão ou retaliações motivadas pelo resultado eleitoral. Para conter a prática, o Executivo federal oficializou uma força-tarefa conjunta entre diferentes órgãos públicos.

Paralelamente, o MPT ajuizou ação contra a Meta, proprietária do Instagram, Facebook e WhatsApp, exigindo a remoção de postagens que estimulem e promovam demissões por motivos políticos. A Justiça do Trabalho determinou que a empresa retire do ar conteúdos com esse teor em até 24 horas.

Em outra frente de monitoramento, o Ministério do Trabalho e Emprego implantou um canal dedicado que contabilizou milhares de denúncias de intimidação e coerção no ambiente corporativo logo nos primeiros dias de funcionamento após a votação.

Apuração de violência e crimes graves

Além das disputas no ambiente de trabalho, o governo federal acompanha indicadores de violência física motivados por divergências políticas.

Dados levantados pelas autoridades apontam a ocorrência de dezenas de infrações penais, incluindo ameaças, lesões corporais e assassinatos em diferentes regiões do país entre os dias posteriores à votação.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) notificou as corregedorias das Polícias Civis, Militares e do Distrito Federal para identificar e apurar com rigor a conduta de agentes de segurança eventualmente envolvidos nesses episódios.

O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) também emitiu alerta sobre relatos de ameaças, incitação ao ódio e atos de discriminação contra comunidades originárias, encaminhando os casos para investigação das forças federais de segurança.

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