Política

Prefeito de SP ironiza fala da Enel e acusa de “irresponsabilidade” após novos apagões

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Ricardo Nunes critica duramente a concessionária após executivo culpar árvores e tempestades por apagões na capital  |   BNews SP - Divulgação Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 24/02/2026, às 15h26



O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, voltou a atacar a concessionária de energia Enel após declarações polêmicas do CEO global da empresa, Flavio Cattaneo, sobre os recorrentes apagões que atingem a capital paulista.

Em resposta direta, Nunes afirmou que “só Jesus Cristo”, conseguiria salvar a empresa, classificando a postura da companhia como irresponsável e desrespeitosa com a população, as informações são do UOL.

Críticas à Enel e acusação de irresponsabilidade

Em tom duro, Ricardo Nunes rebateu a fala do executivo italiano e reforçou críticas que já vinha fazendo à atuação da Enel na cidade. Segundo o prefeito, a concessionária tenta transferir a responsabilidade pelos apagões para fatores externos, como quedas de árvores, sem assumir falhas estruturais e operacionais.

"Minha opinião é que nem Jesus Cristo consegue salvar essa empresa, tal nível de irresponsabilidade e capacidade de mentir. É um desrespeito à população de São Paulo", afirmou Nunes. Para ele, usar esse argumento demonstra uma tentativa de desviar o foco da má prestação do serviço. O prefeito também classificou como ofensiva a menção religiosa feita pelo CEO da empresa.

"Mais de 80% das regiões que ficaram sem energia não tem qualquer correlação com a queda de árvores. Se ele quer culpar uma árvore da ineficiência deles, querer invocar Jesus Cristo demonstra, mais uma vez, o quanto essa empresa é irresponsável e precisa sair da cidade”, disse.

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Apagões, fiação aérea e tensão política

Durante o evento com analistas, Flavio Cattaneo atribuiu os apagões à estrutura aérea da rede elétrica paulistana, que passa por áreas arborizadas. Segundo o CEO, os cabos estariam praticamente “dentro das árvores”, o que tornaria inevitáveis os impactos de ventos fortes e quedas de galhos durante temporais.

Enquanto isso, a população segue enfrentando os impactos dos apagões, que afetam serviços essenciais, comércio e transporte.

A troca pública de acusações reforça a pressão sobre a Enel e mantém o tema no centro do debate sobre infraestrutura e responsabilidade no fornecimento de energia em São Paulo.

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