Política

Professores da rede municipal de SP mantêm greve após rejeição de proposta

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Justiça determina funcionamento parcial das escolas durante a greve, com 70% dos professores e profissionais de apoio em atividade  |   BNews SP - Divulgação Foto: Graça Donegati/Sinpeem
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 09/05/2026, às 14h52



Professores e servidores da rede municipal de São Paulo decidiram manter a greve da categoria após rejeitarem a proposta de reajuste salarial apresentada pela prefeitura.

A decisão foi tomada em assembleia realizada na última quinta-feira (7). A paralisação começou no último dia 28 de abril, segundo a Agência Brasil.

A categoria reivindica reajuste de 5,4% no piso do magistério e valorização salarial de 14,56%. Já a administração municipal propôs aumento de 3,51% para todos os servidores. A base é o IPC-Fipe acumulado entre abril de 2025 e março de 2026.

Greve dos professores em São Paulo
Foto: Divulgação/TV Globo

Projeto foi aprovado em primeiro turno na Câmara

A proposta enviada pela prefeitura já foi aprovada em primeiro turno na Câmara Municipal, mas ainda precisa passar por uma segunda votação, prevista para a próxima semana.

Segundo a gestão municipal, a medida terá impacto superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento. A prefeitura afirma que os servidores receberão reajustes decorrentes da aplicação sucessiva de 2,55% concedidos em 2025 e mais 2% previstos para 2026.

Na área da Educação, a administração também informou que parte dos profissionais terá reajuste de 5,4% no piso inicial. Com isso, segundo a prefeitura, um professor em início de carreira com jornada de 40 horas semanais passará a receber R$ 5.831,88.

Sindicatos criticam proposta da prefeitura

O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) afirmou que a proposta não recompõe as perdas salariais acumuladas pela categoria.

Em nota, também foi informado que os trabalhadores decidiram intensificar o movimento e convocaram nova manifestação e assembleia para a próxima quarta-feira (13).

Já o Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (Sinesp) classificou a proposta como “indecente” e criticou o parcelamento do reajuste.

A entidade também afirmou que medidas propostas pela prefeitura poderiam incentivar contratações precárias e abrir espaço para privatizações na Educação Infantil.

O Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep) também rejeitou a proposta e argumentou que o reajuste oferecido está abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, estimada em cerca de 5,5% pelo IPCA.

Justiça determinou funcionamento parcial das escolas

A prefeitura afirmou ainda que mantém uma política contínua de valorização dos servidores desde 2021 e destacou que a Justiça determinou a manutenção parcial do funcionamento das escolas durante a greve.

Segundo decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), as unidades da rede municipal devem operar com pelo menos 70% dos professores, profissionais do quadro de apoio e supervisores das Diretorias Regionais de Educação.

A administração municipal informou que faltas consideradas injustificadas poderão ser descontadas na folha de pagamento e orientou responsáveis por alunos a procurarem as Diretorias Regionais de Educação caso reconheçam escolas sem atendimento.

Classificação Indicativa: Livre

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