Polícia
Mensagens suspeitas, ligações silenciosas que caem em seguida e pedidos de dinheiro inesperados deixaram de ser exceção e passaram a integrar o cotidiano dos moradores de São Paulo. Um estudo inédito da Fundação Seade, realizado em 2025, mostra que 88% da população do estado já foi alvo de tentativas de golpes digitais.
As investidas ocorrem principalmente por meio de mensagens de texto, chamadas telefônicas e e-mails, mas também incluem perfis falsos em redes sociais, ofertas enganosas, pedidos de dados pessoais e solicitações de transferências via Pix.
Segundo o levantamento, a digitalização da vida cotidiana ampliou as oportunidades de interação, mas também aumentou significativamente os riscos de fraude, como citado pela Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo.
A intensificação do uso das tecnologias de informação e comunicação ampliou as oportunidades de interação digital, mas também elevou os riscos associados à segurança online.
Os dados indicam que as tentativas frequentemente se concretizam em perdas financeiras. Quatro em cada dez paulistas afirmaram já ter comprado em lojas virtuais inexistentes, um dos golpes mais recorrentes no ambiente digital.
Além disso, 24% disseram ter sido vítimas de fraude ou clonagem de cartão bancário nos últimos 12 meses, enquanto mais de um terço dos entrevistados relatou ter perdido dinheiro em golpes digitais sem conseguir recuperar o valor.
O levantamento também chama atenção para os riscos associados aos meios de pagamento. Um em cada quatro moradores do estado já sofreu golpe ou tentativa de golpe via Pix, o que representa aproximadamente nove milhões de pessoas.
Outro dado relevante é o uso indevido de maquininhas de cartão: 15% da população afirmou já ter sido vítima desse tipo de fraude, cerca de cinco milhões de paulistas.
O perfil das vítimas revela um paradoxo. Pessoas entre 30 e 59 anos, com ensino superior e renda mais alta, aparecem entre os principais alvos, justamente por utilizarem mais intensamente serviços digitais. Já a sensação de vulnerabilidade é maior entre idosos, pessoas com menor escolaridade e famílias de baixa renda, que se reconhecem como mais suscetíveis aos golpes.
A percepção da população reforça o alerta: 95% acreditam que as fraudes digitais estão aumentando, e apenas 12% se dizem muito confiantes de que não serão enganados.
Para a Fundação Seade, os dados mostram que os golpes online se tornaram um risco permanente, exigindo atenção redobrada em compras, transações financeiras e interações nas redes.
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