Política
A Prefeitura de São Paulo autorizou o empenho de R$ 663,87 milhões no orçamento de 2026 para cobrir despesas financeiras relacionadas a contratos de financiamento já firmados nas áreas de transporte público e mobilidade urbana.
A maior parte dos recursos está vinculada ao Programa Ônibus Elétrico, além de projetos estruturantes como o Corredor BRT Aricanduva, na Zona Leste da capital.
Os empenhos foram autorizados pela Secretaria Municipal da Fazenda e dizem respeito exclusivamente ao pagamento de juros e amortizações de operações de crédito em andamento, contratadas junto ao Banco do Brasil, BNDES e Banco Mundial (BIRD).
Segundo a prefeitura, a medida não representa novos empréstimos, mas garante previsibilidade orçamentária e a continuidade das políticas públicas de transporte, as informações são do Diário do Transporte.
A eletrificação da frota municipal responde pela maior fatia dos valores empenhados. Criado pela Lei Municipal nº 17.254/2019, o Programa Ônibus Elétrico orienta a substituição gradual dos veículos movidos a diesel por modelos de baixa ou zero emissão.
Somente nos contratos com o Banco do Brasil, os empenhos somam cerca de R$ 178,8 milhões, referentes a financiamentos assinados em 2023 e 2024. Já o BNDES concentra o maior valor individual, com R$ 411,56 milhões destinados ao pagamento de parcelas de um contrato de crédito voltado à eletrificação da frota paulistana.
Apesar dos avanços, o ritmo de substituição ainda está abaixo das metas iniciais. Em dezembro de 2025, a cidade alcançou a marca de 1.149 ônibus elétricos em operação, sendo 189 trólebus e 960 veículos a bateria.
Além dos ônibus elétricos, parte dos empenhos contempla o Corredor BRT Aricanduva, um dos principais projetos de mobilidade da Zona Leste. Para esse eixo, foram reservados R$ 73,52 milhões, vinculados ao contrato BIRD nº 9081-BR, firmado com o Banco Mundial.
Com os empenhos autorizados para 2026, a gestão municipal busca assegurar estabilidade financeira aos projetos estratégicos e acelerar investimentos em mobilidade sustentável, considerados essenciais para reduzir emissões e melhorar o transporte coletivo na capital paulista.
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