Política

"Se o Flávio Bolsonaro for eleito, o Vorcaro não fica na cadeia", dispara Haddad

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Haddad rebateu as críticas feitas por Flávio Bolsonaro durante o feriado de 7 de setembro  |   BNews SP - Divulgação Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 08/09/2026, às 15h35



O ex-prefeito de São Paulo e candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad, rebateu as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) que associou o escândalo do Banco Master à gestão do presidente Lula (PT). Haddad comentou o assunto durante entrevista à rádio Nova Brasil FM nesta terça-feira (8). 

O ex-ministro da Fazenda disse que a crise provocada pelo Banco Master aconteceu durante a gestão de Jair Bolsonaro. “O Banco Master financiou a campanha do Jair Bolsonaro e do Tarcísio de Freitas, não foi a minha e nem a do presidente Lula. Financiou as campanhas de quem ele tinha vínculos. Quem liquidou o Banco Master foi o governo Lula. Quem prendeu o Daniel Vorcaro foi a Polícia Federal do governo Lula”, disse.

“Se o Flávio Bolsonaro for eleito, o Vorcaro não fica na cadeia. Pode anotar o que eu estou falando. O Banco Master não seria liquidado se o Bolsonaro pai fosse reeleito. Ia continuar roubando como continuou roubando durante o governo dele inteiro, sem ninguém fazer nada. E eles vão combinar o que fazer com os R$ 40 bilhões que estão fora do Brasil em nome sabe Deus de quem. São R$ 40 bilhões de dinheiro público que estão fora do Brasil sendo geridos por fundos de laranjas do Vorcaro”, acrescentou.

O petista também comentou a declaração feita por Flávio Bolsonaro no ato desta segunda-feira (7), na Avenida Paulista. No evento, o senador disse que “quem vota em Lula está votando em Moraes”. “O presidente Lula tem conversas com todos os ministros do Supremo, não com um ou outro. Ele já se reuniu com o André Mendonça, com Toffolli, Gilmar Mendes, Fux, Carmen Lúcia e Fachin. Tem uma coisa que se chama institucionalidade (...) Isso não significa proteger quem quer que seja. Ele não protege o filho dele, ministro do Supremo, ministro dele, senador. Não protege ninguém. Não proteger é deixar a Polícia Federal fazer seu trabalho. Deixar o Ministério Público fazer o seu trabalho. É não trocar ministro da Justiça, Superintendente da Polícia Federal, delegado, como o Bolsonaro fez para proteger o Flávio", declarou. 

Haddad também afirmou que os crimes do Banco Master foram cometidos na gestão do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O Banco Master cresce de 2019 a 2024, exatamente no período da gestão do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, indicado pelo Bolsonaro. E que fez campanha para o Bolsonaro, enquanto presidente do Banco Central autônomo. Nem poderia vestir camisa de CBF... Ele se envolveu com política, fazia parte de grupo de WhatsApp envolvidos na eleição. Coisa que é proibido por lei. E três ministros do Bolsonaro estão envolvidos no Banco Master: ministro da Comunicação, das Relações Institucionais – que era mulher do sócio do Vorcaro, e o ministro-chefe da Casa Civil”, afirmou.

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