Política

Vice de Nunes ganha força no PL e pode disputar o Senado com apoio de Bolsonaro

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Cenário interno do partido aponta crescimento de Mello Araújo, enquanto divergências entre aliados de Eduardo Bolsonaro travam definição  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Érica Sena

por Érica Sena

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Publicado em 24/03/2026, às 10h25



O vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo, tem se consolidado como o principal nome do PL para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo nas próximas eleições.

A possível candidatura ganha força com o apoio indireto do prefeito Ricardo Nunes e, principalmente, com a preferência atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como citado pelo site Metrópoles.

A definição deve avançar após uma visita de Mello a Bolsonaro, prevista para abril, em Brasília. Nos bastidores, integrantes do partido avaliam que o encontro pode ser decisivo para oficializar a escolha do nome que integrará a chapa liderada pelo governador Tarcísio de Freitas.

Disputa interna divide aliados

Apesar do favoritismo, a indicação de Mello enfrenta resistência dentro do próprio PL. Um grupo ligado a Eduardo Bolsonaro tenta emplacar um nome mais alinhado ao deputado, após o recuo de uma possível candidatura dele ao Senado.

Entre os cotados dessa ala estão os deputados federais Mario Frias e Marco Feliciano. Nos últimos dias, aliados de Eduardo chegaram a viajar aos Estados Unidos para discutir estratégias, mas não houve consenso sobre quem representaria o grupo na disputa.

Sem definição interna, o nome de Mello acabou ganhando espaço e passou a ser visto como uma alternativa viável para unificar o partido.

Relação com Nunes e cenário político

Nos bastidores da Prefeitura de São Paulo, a possível candidatura é vista com otimismo por aliados de Ricardo Nunes. A saída de Mello da gestão é considerada, por alguns interlocutores, uma solução para tensões internas, já que o vice tem adotado postura crítica e de fiscalização dentro da própria administração.

prefeito nunes

Recentemente, um episódio envolvendo denúncia feita por Mello à polícia, sobre uma suposta tentativa de fraude contra ele, aumentou o desgaste político com integrantes da gestão municipal.

Pela legislação eleitoral, o vice-prefeito pode disputar o Senado sem precisar deixar o cargo, desde que não assuma a prefeitura nos seis meses anteriores ao pleito. O cenário, portanto, mantém Mello ativo na administração enquanto articula sua possível candidatura.

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